A tal da Dukan

Falei aqui outro dia que ia começar a tentar a tal da dieta Dukan. Li um bom pedaço do livro, fiz várias pesquisas no (sempre santo) Google, comprei um monte de coisa no supermercado e lá fui eu.

Minha primeira fase da dieta acabou hoje: o ataque. Em três dias, só comi proteína. Carnes em geral, iogurte zero, queijo zero, gelatina diet a colher e meia de farelo de aveia e muita água. Mas muita mesmo.

Na balança, até agora, não vi diferença. Achei que eu desinchei. Mas nada que fosse absurdamente significativo.

Acho que eu fico lendo coisa demais (entrei até em grupos no Facebook em que as pessoas trocam receitas e experiências. Descobri que elas tem grupos no Whatsapp!!! Nunca imaginei uma coisa dessas…). Talvez porque eu não queira perder 20kg (só 10!), não tenho emagrecido tanto nesta primeira fase. Fiz exercício até. Mesmo ficando meio baqueada pela falta de carboidrato. No primeiro dia, corri na esteira 5km, mas correndo 1′ e andando 1′, alternadamente. No segundo, andei só durante o dia (o livro fala em andar 20 minutos diários nesta fase). E hoje andei 30 minutos na esteira. Mas, no final, já estava bem fraca.

A comida até que sustenta. Fiquei surpresa! Mas é bem difícil encontrar em restaurante na rua. Hoje, por exemplo, ao contrário do outros dias, não levei comida para o trabalho. Para piorar, só consegui sair para almoçar 14h e tanto. Foi bem difícil. É até engraçado, mas eu comi em dois lugares diferentes. E gastei 9 reais com comida! (Somando os dois – eles não tinham opções. Então eu peguei o que tinha em um – quase nada – e o que tinh no outro – quase nada tb).

De lanchinhos levei pedaços de queijo zero, iogurte zero (grego, sabe?) e pontinho com gelatina. No intervalo, água. Durante a refeição, água. De manhã, água. A noite, água.

Achei que amanhã iria já poder verduras e legumes (maior falta estou sentindo!), mas ainda não. A fase agora, cruzeiro, é de alternância entre dias de proteína pura (como foi no ataque) e proteína + legumes e verduras. Agora também são duas colheres de sopa de farelo de aveia.

O farelo estou comendo no café da manhã. Misturo o farelo a um ovo, meia colher de sopa de iogurte zero (as receitas falavam em requeijão zero, mas eu susbstituí), uma colher de chá de fermento em pó. Tudo na frigideira, fica como uma massa de panqueca mais grossa. E aí recheia com o que quiser. São tantas as possibilidades (presunto magro, ricota, peito de peru light, queijo zero) que dá até para ficar perdida… #SQN. Alias, esse eu achei um dos maiores problemas nesses dias de ataque e, agora, de proteína pura.

Já pesquisei diversas receitas diferentes para esse novo momento no qual estou entrando. Coloquei várias delas no Pinterest também.

Não sei quanto tempo aguento. Nem se resisto ao final de semana. Mas sigo tentando. Quem sabe funciona comigo também, né?

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São Paulo: curiosidades

Um dos blogs que criei nos últimos tempos foi o SP na Mão. A ideia era dar uma opção para as pessoas acharem coisas interessantes sobre a cidade em um lugar só. Como eu trabalho num lugar em que muita gente é de fora, vira e mexe dou dicas do que fazer. Daí veio a ideia do blog. Mas ele não vingou. Faltaram tempo e disposição. 

Ele ainda existe, apesar de mal ter conteúdo. Como fiquei com vontade de deletá-lo, guardo aqui um post que fiz sobre a cidade de Dao Paulo, lugar onde nasci e sempre vivi. 

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Foto: CityLights Hostel

Acho que o que é engraçado sobre São Paulo é que todo mundo acha que conhece a cidade. Pode até ser. Afinal, tem algumas coisas que são óbvias mesmo. Listei aqui algumas curiosidades pra você que começa a conhecer a cidade:

01. Praia de paulistano é shopping. Está sem o que fazer em casa? Shopping. Precisa comprar alguma coisa? Shopping. Cinema? Shopping. Supermercado? A gente passa no shopping e compra algumas coisinhas. Sem vontade de fazer almoço? Praça de alimentação do shopping. O shopping é coringa. E sempre está lotado.

02. Paulistano faz fila pra tudo. E não liga. A gente sabe que haverá sempre muita gente onde quer que estejamos, então vamos organizar uma fila, ok? Pra comprar pão, pegar táxi, passar pela catraca do metrô, entrar na biblioteca da faculdade, pegar frios no supermercado, entrar na escada rolante. Não interessa onde. Outra coisa: o uso de direita e esquerda é super importante. Vá pela direita e volte pela esquerda. Quem está com pressa (e sempre estamos!), agradece.

03. Paulistano vai à feira. E tem feira todo dia em São Paulo. Tudo é mais barato e ainda dá pra comer pastel com caldo de cana no final.

04. Parque a partir das 10h é lotado. Qualquer um. Já não temos praia, e shopping só abre às 10h no sábado e à 1h no domingo. O que vamos fazer pra matar tempo (e tomar um solzinho)? Parque. Tem um monte na cidade, mas não interessa pra qual você vá. Depois das 10h, estará sempre lotado. Fila pra entrar no estacionamento, fila pro banheiro, fila pra água de coco. Quer sossego? Chegue às 7h. E o mais legal: esse é o horário das pessoas mais simpáticas, que te falam “bom dia” logo cedo, sem nem te conhecer (algo super raro!).

05. Se quiser ir à praia, mas não dar de cara com a cidade de São Paulo lá embaixo, não vá em feriados. A cidade toda desce a serra desesperadamente, louca para chegar logo, colocar um chinelo e uma bermuda e ir tomar alguma coisa na praia (no quiosue mesmo, de frente ao mar). Pode ser água de coco, cerveja ou caipirinha. Paulistano desce a serra pra ver mar. E acha um absurdo ouvir de quem é do nordeste dizer que voltou pra cidade-natal e não foi ao mar. Como assim?

06. Paulistano acha que todo mundo tem sotaque. E tem certeza que paulistano mesmo não tem. Exceto quem é da Mooca. Aliás, todo mundo acha que todos os paulistanos são da Mooca. Outro devaneio.

07. São Paulo é uma cidade tão perigosa quanto qualquer outra metrópole. Ninguém vai pra rua morrendo de medo de ser assaltado. Só quem definitivamente não conhece a cidade. Lógico que você não vai fica com um Iphone na mão, a bolsa aberta, com a carteira exposta. Assim você chama, né? Mas não é necessário desespero. Apenas algumas precauções. Se a vida fosse esse caos que todo mundo acha que é, não haveria bares, restaurantes e 25 de março por aqui.

08. Paulistano é um povo mais fechado por natureza. A gente não é de falar pegando, dando intimidade à primeira pessoa que aparece. Mas se você nos conquistar, terá amigos fieis.

09. Tem muita coisa pra fazer em São Paulo, além de shopping, 25 de março e José Paulino. Não é só porque você está aqui que precisa bancar a sacoleira. Ou então bancar a faminta e só ir trás de restaurante. Aproveite a cidade de outras formas. Há milhares de pogramações gratuitas, passeios diferentes, feiras, museus, exposições. É só procurar!

10. Vai ficar um tempo na cidade? Que tal aproveitar para conhecer os municípios vizinhos? Há muitas cidades bem próximas, a até 300km que são cheias de atrações. Você foge do friozinho e ainda conhece lugares diferentes.

11. Talvez a dica mais importante de todas: vai sair de casa? Leve na bolsa: blusa e guarda-chuva. São Paulo tem todas as estações em um dia só. Você amanhece meia-manga, vai almoçar de alcinha, a partir das 16h vai fechando o tempo, garoa lá pelas 18h, volta a esquentar logo depois pra congelar até o fim da noite. Não é brincadeira. É a realidade paulistana.

12. São Paulo é multicultural, é multirracial, é diversa. Não importa qual seja o seu estilo, você sempre encontrará alguém muito parecido com você em São Paulo. Essa é a beleza da cidade. E, com isso, vem junto a possibilidade de você encontrar milhares de lugares que tenham a sua cara. Dezenas de programas que parecem ter sido feitos pensando em você. E o que é legal para quem vem de fora: diversas oportunidades de reencontrar a sua cultura original ali do lado, na esquina. Porque sempre tem alguém com uma história parecida com a sua. E sempre tem alguém pensando nisso.

13. São Paulo tem trânsito. Fato. Não quer chegar atrasado? Saia mais cedo. Não existe outra opção.

14. Paulistano é workaholic, em sua maioria. E acha isso bonito e necessário. É cultural e muito difícil de ser deixado de lado. Questionável ou não, é assim. E pronto.

15. São Paulo também é feita pra criança. Há diversos restaurantes que pensam nos seus pimpolhos. Há muitas atrações também. E não é só durante as férias.

16. As liquidações em São Paulo são sensacionais. E começam antes do término do inverno. E antes do término do verão também. Se você ainda quiser fugir dos grandes centros de compra, visite as avenidas comerciais dos bairros, que contam com lojas com preços fantásticos. A qualidade não é lá grande coisa, mas são roupas ótimas pra “bater”. Falando em comprar, há outlets e brechós incríveis na cidade. Vale a pena pesquisar!

17. São Paulo não é uma cidade cuja população tenha a cultura de prestar concursos (aqui ainda tem bastante emprego, por isso as pessoas preferem ficar na iniciativa privada). Por isso, toda vez que tem prova pela cidade é possível encontrar uma invasão de gente de fora, em especial quem é do Nordeste. Mas saiba: a cidade vai ficar uma loucura. Principalmente se for prova de grandes tribunais.

18. São Paulo tem muito hotel. Por mais que haja um grande evento acontecendo por aqui, dificilmente você ficará sem quarto disponível. Pode ficar com hotel longe, mas sempre haverá hotel.

19. O Natal em São Paulo é lindo. Bom, depende do ano. Mas como amante de Natal, eu gosto em qualquer ano. O único problema é o trânsito, que fica ainda mais caótico nessa época. Não deixe de ir ao Parque do Ibirapuera, Avenida Paulista e as grandes avenidas iluminadas, cheias de luzinhas. Um espetáculo.

20. Já o Reveillón em São Paulo não é muito interessante. Exceto se você quiser se aventurar na Paulista (o que eu não aconselho – mais excesso de chatice do que qualquer outra coisa) ou em uma grande ceia em hotel (o que eu recomendo, mas prepare-se para deixar algumas centenas de reais).

 

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E depois da Páscoa: dieta

Já falei por aqui do meu dilema com o peso. Sou baixinha (1,52 na ultima medição!) e tenho facilidade gigantesca para ganhar peso. Quadril largo, maluquice por chocolate e exercício em quantidade insuficiente dá nisso.

No ano passado, comecei a correr e me matriculei na academia. Exceto pelo final do ano, que não teve jeito, fui à academia de fato. Mas de dezembro pra cá, não vou mais. Nem renovei a matrícula. Sou concurseira (e concursada). Estou estudando para o TRT de Minas, que deve acontecer (o concurso) neste segundo semestre. Além disso, acabei de começar uma pós (em Comunicação Pública). Falta um pouco de tempo. Mas confesso que sinto falta da academia. Só que não dá mesmo.

Nunca tinha corrido na vida até março do ano passado, quando um amigo do meu marido nos chamou para participar de uma prova. Foi lá na Cidade Universitária. 5km e pouco. Não eram 5k exatos não. Mas conseguimos correr do começo ao fim. Fiquei com a parte interna da coxa doendo por uns três, quatro dias. Mas fiquei muito empolgada. E começamos a correr sempre que possível. Na avenida (perto de onde moramos há uma espécie de ciclovia, em que as pessoas correm e andam de bicicleta), na esteira, nas provas. Me inscrevi pra muitas. Mas confesso que faltei a algumas. Acordar às 5h30 da manhã não é nada fácil pra mim (mas, passado o mal humor inicial, vale muito a pena). O clima é fantástico, as pessoas são todas muito simpáticas, te ajudam, te incentivam. A organização desses eventos é bem legal (exceto por algumas provas que foram catastroficamente desorganizadas – aliás, fica aqui um breve comentário: a melhor prova que participei no ano passado foi a corrida da paz, no Ibirapuera. Incrível a organização!).

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Então, neste ano, não vou à academia, mas continuo correndo. O único problema é que perdi o ritmo, então estou reconquistando-o. No final do ano passado, cheguei a correr quase 11km, mas a falta de ritmo e os quilos ganhos no final do ano não me deixam mais correr tanto. Chego a 5km, mas ainda preciso andar alguns metros pra poder terminar. É chato isso, mas a culpa é minha.

Dieta é minha fiel companheira. Tenho uma lancheirinha térmica super fofa que me acompanha diariamente ao trabalho. Levo o almoço e todos os lanchinhos.

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Evito ao máximo comprar qualquer coisa na rua. Porque sei que não resisto a tentações. Fraqueza total! O meu maior problema é com doce. Como direitinho até. Muita salada, frutas e legumes. Não gosto de nada muito gorduroso. Bom, gostar eu até gosto, mas evito. Só que doce eu não resisto. Amo chocolate. Tem dias (e são quase todos, ainda mais nesta época de páscoa) que eu só consigo sobreviver após um chocolate. Aí não tem jeito, né? Praticamente todo o trabalho está perdido.

Ja tentei várias dietas. Nunca dessas de revista. Mas já parei, sim,mora fazer dieta. Em especial antes do casamento. Já até escove m post sobre isso. Perdi 11kg pro casamento. Recuperei todos eles. E pra uma pessoa baixinha como eu, é o fim. Não da, né? Por isso resolvi procurar alternativas. Nos últimos temos, ando vendo muita gente postando fotos do quanto emagreceu. É moda essa coisa de saúde e qualidade de vida. Admiro quem tem foco. Às vezes me falta um pouco de força. Meu marido, vira e mexe, fala que me falta força de vontade. Eu acabo começando completamente fissurada pela ideia. Compro um milhão de coisas. Só falo nisso. Mas Termino uma semana depois, porque aquela empolgação inicial simplesmente vai embora. Será que isso é normal?

O Instagram acaba virando uma fonte de vontade, digamos assim. Depois de tantas imagens vistas, resolvi aderir à dieta da moda, a da princesa, a Dukan.

Baixei o livro, li o que era possível. Pesquisei bastante. Procurei perfis no Instagram. E todo mundo emagreceu tanto. Tenho um amigo, que perdeu 13kg em pouco mais de 30 dias. Depois de ouvir (e ver!) uma coisa dessas, me conta se não dá vontade de tentar.

Resolvi fazer então. Vai que dá certo! Vou continuar correndo. Exercício aeróbio é bom porque ajuda a queimar mais rápido. No celular, tenho o Nike Running, que agora tem um treinador. Você coloca a quilometragem. Que quer chegar e ele prepara um treino pra você.

Nas minhas resoluções de ano novo, correr a São Silvestre estava lá. Aliás, isso começou no ano passado. Meu objetivo para 2013 era conseguir correr 10k. Consegui. Para 2014, era correr a São Silvestre. Ou ao menos o circuito equivalente (em quilometragem). Espero conseguir.

Amanhã começo a Dukan. Vou passar no supermercado pra comprar aquelas coisas zero que a dieta exige. Cinco dias de ataque. Vamos ver no que vai dar.

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Um bar de vinho (e muitas possibilidades de escolha)

Nessa volta meio doida que faço agora, nem sei o que já contei ou não. Por isso, meio que começo do zero.

Meu marido gosta muito de vinho. Já fez cursos na ABS, participou de diversas degustações. Teve até um blog sobre o assunto, mas que, pelos inúmeros compromissos da vida, foi abandonado (e deletado, posteriormente). Temos adega em casa, ele é assinante do Wine Club, da Wine.com.br (empresa na qual trabalhei como assessora de imprensa, por incrível que pareça – faz taaaantos anos!), trazemos sempre muitos vinhos de viagens, essas coisas todas.

Por isso sempre gostamos de procurar restaurantes ou bares legais pra se experimentar um bom vinho. Gostamos muito do Estacíon Sur, que fica nos Jardins. Já fomos a alguns Wine Dinners, bem legais. Por um valor fixo, você tem jantar (com entrada, prato principal e sobremesa) com vinhos harmonizados de uma mesma vinícola. Uma coisa bem interessante.

Eu, que entendo de nada a muito pouco, nunca imaginei que existisse uma coisa desse tipo. Mas é algo que vale a experiência.

No ano passado, meu irmão tinha falado sobre um Wine Bar no Itaim que oferece degustação de vinho, por taça. Você paga o valor correspondente a uma taça de vinho e experimenta quantas você quiser. Mas Itaim é longe de casa. Ainda mais com a história de Lei Seca – Tolerância Zero. Aí a gente adiando.

Até que neste final de semana, saiu na Veja São Paulo uma notinha sobre um lugar relativamente novo, na Vila Madalena, com o mesmo propósito.Poucas horas depois, estávamos na Mourato Coelho. O lugar se chama Tazza. E é bem legal.

 

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Pequeninho, com uma decoração mais despojada, com tijolos aparentes pintados de branco, lâmpadas bolinha penduradas em tamanhos diferentes, mesa comunitária bem grande no meio do restaurante. Um lugar diferente, descontraído, sem aquela coisa de formalidade que às vezes pode ser associada ao vinho.

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Lá, o cliente escolhe, dentre 47 opções diferentes (entre brancos, rosés, tintos…) qual vinho quer, qual quantidade quer (30, 60, 120 ml) e quando quer. Com preços que variam entre, sei lá, R$5 e R$80. Mais ou menos por aí. Achei o estilo muito legal. Nunca tinha ido a um lugar assim. Se você estiver com dúvida quanto ao que pegar, sempre há alguém à disposição para te ajudar.

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E o que é mais legal: a comida é fantástica. A chef é de família israelense com marroquino, se não me engano. Tem uma pegada árabe no cardápio. Vi fallafel, cuscuz marroquino, muito camarão, polvo e opções de carne. São porções, que podem ser pedidas inteiras ou meia.

Como era páscoa, havia uma opção de meia porção harmonizada com um vinho. Pedi um duo de brusquetas (de shitake – deliciosa!), que veio com um vinho branco bem gostoso e que harmonizou perfeitamente! Não lembro qual era (acabei de achar na internet: Muscadet de Sevre-et-Maine) Já meu marido pediu o polvo (não sou muito fã de coisas do mar, mas o molho estava muito bom).

Experimentamos também um polpetone de cordeiro com coalhada, que veio servido com um pão, feito na casa. Juro que poderia jantar, nessa época de frio, só aquela coalhada toooodos os dias. Uma das coisas mais gostosas que já experimentei.

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E o pão (não é esse aí da foto acima, ta? Esse é da imagem que encontrei no site)? Ele tinha sal grosso e alecrim em cima e uma camada adocicada por baixo. Recebeu tantos elogios que a chef (Lúcia Sequerra) até nos presenteou com mais um pedaço para levarmos para casa (e que foi meu café da manhã no dia seguinte). Postei lá no Instagram (me segue lá: @chris_samira).

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Vale muito a pena. Uma noite deliciosa! Ainda mais a dois.

** Fotos: (exceto a do pão) Tazza – o bar do vinho

Tazza
Rua Mourato Coelho, 1140 – Vila Madalena
(11) 3564-9581

Muito tempo depois, um post

Faz tanto tempo que eu não escrevo que nem sei por onde começar. Nem sei exatamente sobre o que escrever. 

Este blog está abandonado, é verdade. Um ano e meio após o casamento tanta coisa mudou em minha vida. Já tentei começar a escrever outros blogs, mas a falta de tempo interrompe qualquer tentativa. Em poucos dias, tudo está abandonado. E acabo deixando pra lá. 

Mas acho que, no final, não acho um tema sobre o qual escrever. E acabo chegando à conclusão que não quero escrever sobre um tema específico. Só quero ter um espaço. Um lugar que continue funcionando como um diário. E, por isso, cá estou eu.

 

Às vezes, tenho vontade de deletar todo o blog. Vira e mexe, aparece alguém perguntando alguma coisa sobre a qual nem sei mais responder. Quando a gente para de acompanhar de perto alguma coisa, perde toda a intimidade com o assunto. Eu confesso que não sei responder grande parte das dúvidas que aparecem por aqui. E, pior, às vezes nem tenho interesse. As coisas mudam muito com o tempo. Desculpa, mas é verdade. E eu não imaginava que fosse ser assim.

Acho que a única questão ainda é que tenho dó de apagar este blog. Aqui tem tanta coisa. Demorei tanto tempo pra reunir algumas informações. Tanto que alguns posts estão com imagens sumidas. Porque essas imagens vieram de outros blogs, que já devem ter apagado ou modificado a origem das imagens. Mas eu não ligo pra isso.

Não tenho nenhuma pretensão quanto a este espaço. Só gosto mesmo de ter um lugar no qual possa falar qualquer coisa. Da tentativa de dieta a uma dica imperdível de sei lá… Tirar mancha ou um restaurante muito legal. Qualquer coisa. Desde que eu considere interessante. Ou válido guardar.

O espaço continua o mesmo. A temática, nem tanto. E pra quem me acompanha de outras épocas, estão convidadas a continuarem. Mas compreendo se resolverem deixar de seguir. As mudanças servem pra isso mesmo.

Arrumado ou bagunçado? (e depois de trabalhar, chegar em casa e encontrar tudo do mesmo jeito que você deixou)

Já falei sobre minha (não) experiência na cozinha (não leu? leia aqui, vai!). Agora é hora de falar sobre limpeza. Aliás, acho que esses foram os maiores choques de realidade que tive, assim que me casei. Afinal, se a minha experiência na cozinha era nula, que dirá na área de serviço! Assim que voltei de lua de mel (e só tive oito dias – contando com o dia do casamento – porque tinha acabado de mudar de emprego), fui almoçar com duas amigas (Vivi e Kamis) que me ajudaram muito! De verdade, nem sei o que teria feito sem elas nesse início de nova fase em minha vida. Conheci as duas naquele ano mesmo. No novo emprego. E depois de algum tempo senti que seriam amigas da vida toda. E falo “depois de algum tempo” porque, como boa escorpiana, sou uma pessoa desconfiaaada. Pra ter uma ideia (e confirmar aquilo que eu já tinha concluído), no dia do meu casamento, perderam o sapato da minha sogra. A cerimônia atrasou em quarenta minutos porque minha sogra não tinha o que calçar! E ela não ia entrar descalça, né? Não achavam de jeito nenhum e pra tentar solucionar o caso (e pro casamento começar finalmente), passaram de banco em banco (na igreja!) perguntando se alguém calçava 37, e foi a Kamis quem emprestou o sapato. E ela assistiu à cerimônia descalça! Fala se essa não é lembrança pro resto da vida? (rápido adendo, isso foi só mais uma das coisas que deram errado no casamento. Se você tiver um tempinho e quiser ficar em leve choque, a história completa está aqui.

De qualquer forma, elenquei um monte de perguntas e falei sem fim, e com cara de quem não faz a menor ideia do que esteja fazendo: como eu uso a máquina de lavar? Com que periodicidade eu lavo roupa? E a separação das roupas (fora clara e colorida)? E o banheiro, como lavo? E o chão de porcelanato branco, como faço para deixar sempre limpo? Coisas desse tipo. Ridiculamente básicas, mas que eu não sabia! Foi nesse momento também que recebi uma das dicas mais legais (by Vivi): um tal de “rabo quente”.

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O nome é bem estranho (pra não falar indecente), mas o uso é fácil e o efeito, maravilhoso. A função do “rabo quente” é esquentar a água e, com isso, ele tira as manchas e o encardido de roupas que estão de molho. E funciona! Hoje em dia, já nem uso tanto o tal “rabo quente” porque consegui adaptar a ideia. Como ganhamos de casamento uma chaleira elétrica (sensacional!), esquento água na chaleira e jogo no balde, aí não preciso do aparelhinho (e tome cuidado se você for usar: nunca tire o aparelho da água enquanto ele estiver conectado à tomada – o cheiro de queimado sobe na hora). Mas, independente de como você for fazer, a dica da água quente é fantástica! Nas primeiras semanas de casada, comecei a ficar maluca com a arrumação e limpeza. Meu marido brinca (ou fala sério?) que eu tenho TOC. Talvez tenha mesmo. Mas é que eu não aguento ver louça suja, almofada fora do lugar, um monte de coisa espalhada, caixas pra tudo quanto é canto. Não consigo deixar para depois. Talvez isso seja apenas uma mania de arrumação. Tipo a (chata) da Neura, da (maldita) propaganda daquele produto que eu nem lembro qual é.

Bom, mas tudo isso é pra dizer que o começo foi difícil. Eu achava que a casa tinha que estar impecável todos os dias e eu me matava até uma hora da manhã lavando e passando roupa, lavando louça, passando pano no chão, tirando pó. E eu via que o trabalho nunca acabava. E o pior? É que se você não faz, ninguém fará por você. Sempre continuará lá. Aí está o grande choque. Porque você sabe disso, é óbvio. Mas eu não tinha a real noção. Porque não é como na casa da sua mãe (ou da minha, no caso), em que tudo se materializava em seu devido lugar e estava impecável quando você voltava do trabalho. A cama tem que ser arrumada, as coisas têm que ser organizadas e se você não passar roupa, as consequências serão duas: 1. a pilha só vai aumentar; 2. você não terá o que usar dentro de alguns dias. É triste esse começo. Perceber que o trabalho não tem fim. Mas, novamente, nem posso reclamar tanto porque o Fê me ajuda muuuuuito!

Mas com o passar do tempo, a fase inicial, de choque, vai indo embora. Acho que fui me entendendo com a máquina (e nesse ponto tive muita ajuda do marido – ele de novo! – que já tinha morado sozinho e sabia muito bem se virar. Muito melhor que eu, by the way). Passei a descobrir a utilidade e uso de diversos produtos de limpeza, passei a organizar melhor meu tempo e as tarefas a serem executadas. Aliás, uma coisa que nos ajuda muito é uma lousa que tenho na cozinha (comprada para a photo booth do casamento e que não foi utilizada no dia).

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Ela é pequenininha, mas ótima. Nela colocamos desde lista de supermercado (sabe aquelas coisas que acabam no meio da semana e você não consegue chegar ao final de semana sem?) até tarefas a serem executadas: de pagar uma conta até lavar a alface. Coisas assim. Na verdade, como trabalhamos em horários diferentes (muitas vezes quando eu acordo, ele já saiu faz tempo. Em outras, quando eu saio, ele ainda está dormindo), deixamos recadinhos um pro outro também, tipo essa aí embaixo (dele), depois de um final de semana não tão light… Fiz também muitas pesquisas na internet. Passava, às vezes, tardes de domingo inteiras lendo sobre o assunto (marido trabalha na maioria dos domingo). Hoje em dia, quando a Jucineide vai em casa (nossa faxineira compartilhada: indicação de um amigo do Fê, ela vai também na casa dos meus pais, de uma amiga minha, e de uma amiga de uma amiga minha – mas a mulher é boa!) fico só observando e perguntando como ela faz ou qual a melhor opção. Aos poucos, você vai ficando… não digo “craque”, mas “despachada”, digamos assim. Já sei que no piso laminado posso passar água com detergente; que na coifa, no cooktop e no forno, só pano e álcool; tenho o maior cuidado com a separação das roupas; tenho datas certas para trocar roupa de cama e banho; sei que inox, acrílico e teflon só pode lavar com o lado amarelo da esponja (pra não riscar! E, pra irritação do meu marido, repito o mantra da minha mãe: “se riscar, perde o teflon e teflon riscado pode jogar no lixo!); que com Vanish, detergente e água quente posso salvar o mundo das manchas (até tirar mancha de vinho!), que a linha Mr. Músculo é fantástica e por aí vai. Nunca imaginei que isso fosse ser possível (assim como nunca pensei que plantas pudessem sobreviver na minha casa), mas dá pra levar a vida assim. Assim e com Jucineide uma vez a cada 15 dias. Afinal, todo mundo sobrevive, por que comigo seria diferente?

Efeito sanfona (antes e depois do casamento)

Nunca fui uma pessoa gorda. Também nunca fui magérrima. Menstruei cedo e por esse motivo meu corpo ganhou forma super cedo também. Quando era criança, era uma das últimas na fila por altura. Depois dos 12, era uma das primeiras da fila. Ouvi, por muito tempo, um monte de gente falar: “Nossa, mas você sempre foi maior que eu…”. Pois é.

Por ser baixinha (tenho – bem medidos! – 1,51m – mas meu marido fala que eu roubo nesses centímetros), meu quadril é o principal alvo das gordurinhas – coisa com a qual não me preocupei até os 19, 20 anos. Me mantinha nos 48kg fácil. Até chegar a faculdade, o estágio, almoçar fora, ficar o dia inteiro na rua e ficar mais velha.

A idade pegou muito pra mim. Senti uma diferença muito grande no meu metabolismo a partir dos 24 pra 25 anos. Se antes eu engordava um pouquinho, na terça falava que ia emagrecer e ia ANDAR na esteira e perdia tudo pra caber NAQUELE vestido na festa do final de semana. E dava certo!

Hoje em dia, se eu quiser emagrecer, pode começar com uns meses de antecedência. Foi isso que eu fiz para o casamento. Meu maior peso de todos os tempos foram 59kg. Pra um ser minúsculo de 1,51m, isso é o equivalente a dizer que eu era gorda. Sim, eu era.

Faltavam 10 meses pra eu me casar e foi depois que eu a vi, grande, no computador, que bateu um medo. Eu seria uma noiva gorda. Ai, que feio! (e aqui friso: pra mim, tá? Isso é opinião pessoal: eu não queria ser uma noiva fora de peso!). Não queria ter que passar o resto da minha vida lamentando o fato de que eu podia ter tentado emagrecer e não o fiz.

Em fevereiro, aos 29 anos de idade, 59kg, comecei uma dieta. Mas era uma dieta fajuta. Daquelas que valia qualquer coisa no final de semana (porque noivo quer sair e diversão de paulistano é comer e beber). Comecei a andar na esteira, mas claro que não tinha muito resultado. Baixava pra 57kg. Ia pra 58kg. E ficava variando nisso.

Não lembro se foi em dezembro de 2011 ou janeiro de 2012, vi no blog Vestida de Noiva um projeto muito legal chamado Noiva em Forma. A Carina Rosin, personal, oferecia um programa completo de exercícios e dieta com promessa de resultados. Entrei em contato, toda empolgada, com a Carina. Mas, infelizmente, não deu certo daquela vez.

Mantive o contato com a Carina e acabamos ficando mais próximas. A Cá foi sensacional comigo, me deu um treino super legal (um circuito sensacional que me fazia transpirar horrores! Eu terminava podre o treino! Mas muito feliz!) e eu me mantive nele. Também comecei uma dieta forte, dada pela Karyna Pugliese, nutri que trabalha com a Cá. Com várias restrições. Algo que nunca tinha feito na vida, descobri ali, naquele momento. Aquilo, sim, era uma dieta.

Comecei a treinar e a “dietar” no final de abril. Em julho, quando fiz a minha primeira prova do vestido, já estava com 52kg. Mas pra mim ainda não era suficiente. Meu vestido era tomara que caia e eu tinha pavor das gordurinhas nas costas. E elas existiam em mim. Lembro que liguei pra Carina chocada com a imagem que eu via refletida no espelho. Praticamente às lágrimas, eu resmungava: estou gorda! O que eu faço? A Cá falou: calma, dá tempo! Faltavam dois meses e meio e alguns quilos. Eu queria chegar aos 48kg (meu peso quando conheci o Fê, aos 20 anos). Mudei a dieta (que ficou mais restritiva ainda – por ser a dieta do desespero), mas não aguentei por muito tempo. Por isso, voltei pra primeira dieta, com a qual eu já tinha me adaptado. Aqui faço rápido parênteses pra dizer que eu não fazia o Noiva em Forma. Ou seja, a Cá não ia treinar comigo, ela me dava uma espécie de consolo-amigo, uma supervisão. Ficava pedindo resultados, me dando forças mesmo. No dia do casamento, pesava 48kg. Aquela bundinha das costas tinha desaparecido e na última prova, tiveram que apertar (muito) o vestido. Eu juro que não acreditava!

Fiz drenagem, modeladora, fiz dieta, execício, comecei a fazer exercício aeróbico. Corria na esteira. Mas ainda era pouco. Conseguia alguns minutos de corrida, intercalado a alguns minutos de caminhada. Pra mim, que nunca tinha conseguido nem correr 1min seguido, estava ótimo.

No dia do casamento, estava feliz. Feliz comigo, com o peso. Com o fato de ter alcançado o objetivo. Lembro que mandei uma mensagem pra Carina contando aquela que era, pra mim, uma proeza. Foi legal sentir que ela estava orgulhosa de mim. Mas legal ainda era ver o quanto eu estava orgulhosa de mim.

O casamento passou (voou, na verdade), viajamos para um paraíso, com comida e bebida à vontade e não é necessário dizer o quanto fugi da dieta. Por incrível que pareça, a palavra “jaquei” ainda não estava a moda (o que aconteceria alguns meses depois – engraçado pensar no quanto as coisas mudaram no mundo virtual de outubro do ano passado pra cá!).

Engordei três quilos na viagem e mais quatro, cinco em São Paulo, casada. Foi nesse momento, de tanto ouvir marido falando que eu devia ir pra academia (que ele faz, by the way, e que é do-lado-de-casa), resolvi me matricular. Nunca fui chegada em academia. Exceto pelo ano passado, quando fazia tudo na academia do prédio, sozinha, nunca levei isso a sério. Me matriculei e desisti várias vezes. Incontáveis. Mas era hora de tomar vergonha na cara. Até porque já tinha trintado há alguns meses. E o metabolismo, meu amor, reconhece quando você trinta.

Por incrível que pareça, estou gostando da academia. Sinto a maior falta quando não vou. E vejo a diferença no meu corpo. Faço dieta (aliás, desde o ano passado, vivo em dieta, principalmente durante a semana – e confesso que nem lembro mais como era viver sem estar em dieta. Friso aqui que estar em dieta é evitar pães, refrigerante e muitos doces. Durante a semana. Porque confesso que meu final de semana é mais liberado. Muito provavelmente esse é o motivo do meu eterno efeito sanfona. Emagreço durante a semana e engordo no final de semana. Tenho uma espécie de aposta com uma amiga e nos pesamos toda segunda-feira. Uma forma de nos lembrarmos que não podemos jacar tanto no final de semana. A Bibs, a amiga que falei, já emagreceu muito! Até este momento em que escrevo, já tinham ido 7kg. É visível a diferença. Eu emagreci pouco, mas sinto que a gordura está diminuindo. As medidas, principalmente.

(E rápido parênteses: confesso que ocasionalmente deixo de levar a academia tão a sério. Às vezes uma gripe dura mais do que alguns dias para a academia. O hábito de ir acaba ficando distante na memória e acordar cedo é tãaaao difícil pra mim. Mas tudo passa. Pra ser bem sincera, esta é uma semana dessas. Mas amanhã prometo voltar.)

Muita gente me diz que de nada adianta ser toda regrada no final de semana e se acabar no final de semana. Verdade. Mas em partes. Quer dizer, pra mim não há problema. Lógico que eu gostaria de ser mais magra e vestir manequim 38, mas a que custo? Comer é muito bom! Tomar um vinho com o marido, uma cerveja com os amigos, melhor ainda. Por que se privar disso?

Meu sonho não é ter o corpo considerado perfeito. Não quero ser bombada e com barriga trincada. Mas admiro quem sonha com isso e vai atrás. É polêmico, eu sei. Mas sou feliz desse jeitinho. Sabe? Aos trancos e barrancos, mas que vai dando certo. Vai demorar mais, não vou ser aquela menina com 10% de gordura. Mas se você é feliz assim, por que mudar? Acho que cada um vai atrás dos seus sonhos. O meu é só diminuir o excesso de gordura e aproveitar o final de semana.