Casei! (aquelas coisas sobre as quais ninguém gosta de falar)

O segundo post do casamento vai ser mais comprido. Nele vou contar tudo o que aconteceu durante um dos dias mais longos da minha vida. Peço desculpas pela extensão, mas já aviso que me disseram que a história poderia virar filme.

Como tudo começou

Meu dia começou por volta das 7h. Simplesmente acordei e não conseguia mais dormir. E eu AMOOOOOO dormir. Mas isso aconteceu também nos 10 dias anteriores ao casamento. Eu simplesmente acordava às 6h, 7h e não dormia mais. E ficar enrolando na cama com um monte de coisa pra fazer não dava.

Primeira coisa que eu fiz foi colar o strass das sandalinhas (fofas – da Via Top, que, disseram, não são mais vendidas – dica da Flavia Parra) que dei de lembrancinha. A minha seria usada só no dia da noiva (com 1.51m, sair do salto JAMAIS!). É a mesma que eu dei para madrinhas e convidadas. Das madrinhas tinha strass no centro do laço. Das convidadas, não tinha. E a minha tinha no laço todo (quando chegar em casa, tiro uma foto da minha… mas ela já está levemente detonada – e você entenderá o motivo). Como o strass descola (usei aquelas pistolinhas, sabe?), resolvi dar uma revisada final nas sandalinhas. Fiz isso. Depois, fui colar os desenhos de colorir das crianças no papel preto. Quando parei e falei… peraí! Eu tenho uma assessora pra isso!

A história da assessora

Aqui vale um rápido parênteses. Eu fechei assessoria do dia. Cheguei a contratar uma assessoria completa, mas descobri que elas cobravam BV. Fiquei puta, rescendi o contrato e acabei com a amizade (sim, ERA uma amiga minha). Isso posto, fiquei procurando assessoria do dia um tempão (tinha tempo e vontade de organizar. Não ia contratar alguém para isso). No final, estava para fechar com a Maíra Tamberllini, da Gamata Assessoria, quando encontrei a Denise. Fechei com ela nem sei o motivo. Achei muito simpática, conhecia muito bem o funcionamento do buffet (ela trabalhou por um tempo no Morenos) e o preço estava muito bom. Naquela época, estava com muito receio do Morenos. Na verdade, eu fechei com o Morenos porque eles eram exclusivos do Clube Português. E eu fechei o Clube Português porque o preço era ótimo e suuuuuper perto da Capela da Puc (aliás, essa foi a nossa sorte). No final, faltando um mês (quando eu achava que o trabalho da assessoria começaria), foi que fiquei com medo. Estava certa.

Na véspera do casamento, no final da tarde, recebi um e-mail da Ana Cristina Bem-casados perguntando sobre as cores do papel e do laço. Eu já tinha enviado um e-mail pra eles, mas, por algum motivo, eles não tinham recebido. Mas depois de desligar o telefone, me bateu uma dúvida: a assessora não confirmou nada? Esse não era o trabalho dela? Confirmar os fornecedores na semana final? Quando eram umas 23h estava eu colando os desenhos… muito tarde pra quem tem um dia importante pela frente. Resolvi ir dormir. Deitada, bateu uma raiva. Eu não tinha que ter esse tipo de preocupação. Se estava tudo certo (eu sabia que estava tudo certo porque EU já tinha confirmado com TODOS os fornecedores). Mas isso não era o meu trabalho. Ou era???

Ah! Não contei que a cerimonialista iria pegar as minhas coisas (que estavam em casa! E eram MUITAAAAAAS – e muitas vezes avisada!) para levar para o salão na quarta-feira à noite. Liguei para ela, falei que demoraria para chegar um pouco quando ela me disse que preferia que fosse no dia seguinte. Por mim, ok. Melhor até porque não precisaria acelerar nada. Combinamos que ela passaria em casa por volta de 9h da manhã.

No dia, deu 9h, deu 10h e nada! Resolvi ligar para ela. Ela me pediu desculpas porque estava atrasada. Chegou em casa quase às 11h.

Assim que ela entrou em casa, me disse “bom dia”, perguntou se estava tudo bem e completou: “Então, Chris, teve um evento no Clube Português ontem  e perderam a chave da sala dos noivos. Eu falei que não posso levar nada e deixar lá sem chave…” E deu uma pausa esperando a minha reação. Que não foi outra a não ser ficar puta internamente e responder: “Isso é problema seu. Eu não vou me preocupar com isso” (já com o sangue fervendo). É mais ou menos assim: Bom dia, noiva, eu sei que o seu dia está começando, o dia mais importante da sua vida, pelo qual você esperou por dois anos, mas então…  e solta o problema. Ela tinha que resolver problemas e não trazê-los a mim. Momento puta com a assessora no dia #1. Ela falou que iria resolver. Ok.

Aí eu pergunto “E está tudo certo com a questão da foto, né?” (Rápida explicação: eu queria revelar uma foto minha e do marido no altar – a ideia foi inspirada no casamento da queridíssima Flavia Parra – e eu já coloquei a foto de referência aqui). A assessora já tinha dito que alguém da equipe dela iria de carro revelar a foto no Wal Mart. E eu estava tranquila. Só perguntei por desencargo de consciência. Quando ela me responde: “Então… achei um motoboy que vai cobrar 50 reais pra ir lá”. Fiquei indignada. 50 reais por uma foto que não custa 2 reais??? Ela estava maluca! “Mas você não disse que iria alguém de carro revelar?”. “É, mas eu não consegui carro”. “E como você vai levar tudo isso pro salão?”. “De taxi”. E eu olhei para a sala repleta de coisa (o carro da minha mãe já estava LOTADO de coisas), para o meu quarto que ainda continha caixas, para a cozinha com mais coisas e para as TRÊS meninas que estavam paradas na minha frente, que faziam parte da equipe dela. Disse para ela deixar que eu resolveria. E resolvi. Depois que ela foi embora, liguei para a minha sogra e perguntei se ela pediria para um primo do Fê ir revelar a foto. Ele perderia a cerimônia, mas quem sabe… e deu certo!.

Juro que a minha vontade era gritar e matar a menina. Tudo estava dando errado e o dia mal tinha começado.

Começamos a separar as coisas. Deixei um monte de coisa em casa. Mesmo tendo que fazer com que fizéssemos mais “viagens” de carro para o salão. A sorte é que era perto de casa.

Acabamos quase cinco horas. Meu pai ainda tinha que levar a minha mala para o hotel onde estavam o Fê, o pai dele, o avô e os padrinhos. Dentro tinha um presentinho pro Fê. A mala tinha que ir.

Liguei ao longo do dia algumas vezes para a menina para ver se ela precisava de alguma coisa. Afinal, EU tinha o casamento todo na minha cabeça. Conversei com ela algumas vezes. Enviei relatório. Mas não sabia se ela tinha compreendido TUDO. Tudo é muita coisa. E eu já tinha perdido a confiança.

A história do padre

O padre da nossa paróquia é o padre Vando. Ele é o cúmulo de fofura. Imagina um senhor italiano, gordinho, que usa suspensório e é corintiano fanático. Corintiano! Por mais que o Fê não admita, nosso curso de noivos foi até divertido. Por caus do Padre. Infelizmente, descobrimos no dia do curso que ele viajaria em outubro para visitar a mãe, que mora na Itália. Ficamos pensando um tempão o que fazer. Quem chamar. Precisava ser um padre legal. A primeira ideia foi o padre Marcelo. Mas ele esteve doente. E, sinceramente, fiquei com medo de ouvir um sonoro não. Desencanei da ideia assim como ela chegou na minha cabeça. Depois, conversando com o Fê sobre a cerimônia, um olha para a cara do outro e fala: o padre Juarez.

Eu e o Fê trabalhamos na TV Gazeta (aqui de São Paulo) por bastante tempo. O Fê continua lá. Eu saí no começo deste ano, quando fui chamada para o Tribunal. A gente acompanha o padre Juarez há muito tempo. São nove anos! E lá fui eu tentar. Conversei a primeira vez com o assessor dele em julho. Ele pediu para eu esperar um tempo porque o padre tinha uma reserva de show para o dia 12 e como a viagem era longa, ele iria no dia anterior. Esperei um mês e liguei de novo. Não havia resposta ainda. Entra em ação, então, o (à época) noivo. Um dia, está ele no trabalho, quando vê o padre Juarez no ar. Ele me ligou, perguntou se já tinha resposta. Como eu disse que não, lá foi ele falar com o padre. Daí à resposta positiva foi um pulo. Ele só ficou de confirmar se não havia compromisso no dia mesmo e voilà.

Duas semanas antes, eu cheguei a mandar um e-mail para o padre perguntando se estava tudo certo e pedindo o nome completo dele. E ele confirmou. Na semana do casamento, enviei outro e-mail (só pra garantir, né?), mas não houve retorno. Na quinta-feira de manhã, meu pai pergunta se está tudo certo com o padre. E eu lembro que ele não tinha respondido. Gelei. Liguei para o assessor dele, disse que ele tinha confirmado, mas não tinha respondido ao último e-mail. Ele me pede um tempo para ver se consegue falar com o padre e me retorna depois de uns 10 minutos: “Christiane, é o Nilton. Então…”. Gelei triplamente. Primeiro porque era O PADRE DO CASAMENTO. Depois porque era o primeiro então da manhã (o da assessora foi depois – por isso soube como lidar). “O padre Juarez pede desculpas, mas ele esqueceu do casamento. Ele está em um evento em Salvador. E não tem como voltar”. Eu não sabia se chorava, se ria, se gritava… O que eu iria fazer? Quem celebraria a nossa missa? O padre da Capela não estava no Brasil! E foi tudo o que eu falei. De repente, ouço uma risada no outro lado da linha. “É brincadeira! hahahahahahahahahahaha Eu não podia perder a piada!”. Sabe quando você dá aquele suspiro gigantesco, de alívio? Foi assim. Sei que falei que não se faz isso com uma noiva no dia do casamento. Que ele não iria pro céu… Ele pediu desculpas e disse para eu ficar tranquila porque estava tudo certinho. Fiquei aliviada de vez.

A história do salão (do dia da noiva)

Já contei por aqui como foi a história da contratação do dia da noiva. Eu fechei com a Puntuale. A Carol e a Martha desfizeram a sociedade. Descobri isso sozinha (apesar de no meu contrato constar o nome da Martha – o que me transformava em grande interessada na história). Fiquei no meio disso tudo. Foi feito o distrato. Procurei outro profissional. Desisti. Escolhi um salão perto de casa. Porque várias pessoas falaram que queriam estar junto comigo nesse dia. No dia que eu faria o teste, o profissional foi parar no hospital. Na segunda vez que eu marquei, ele não estava mais lá. Tinha voltado para a cidade-natal dele. Fiz o teste com outra profissional. ODIEI do fundo do coração. Procurei outro profissional. Achei um cabeleireiro e um maquiador da Gazeta. Estava quase tudo certo até ele ligar e dizer que o colega dele não concordava com o contrato que eu tinha redigido (porque ele não tinha modelo) e que ele não poderia trocar de horário (porque ele trabalharia no horário do casamento). E á fui eu procurar outra vez. Fiquei entre Jacques Janine (não gostei), G Vert e outra dupla de maquiador/cabeleireiro. Optei pelo G Vert porque todo mundo foi muito simpático comigo, o salão era super bonitinho, o espaço para o dia da noiva super confortável e eu me senti à vontade lá. Cheguei a ir um dia para ver uma noiva pronta. E ela estava linda! Fiquei convencida e fechei.

Umas duas semanas depois que eu fechei (e faltava menos de um mês quando isso aconteceu), uma amiga avisou que estava fazendo assessoria para uma noiva e que foram duas noivas no mesmo dia no salão e ela chegou atrasada. Fui até o salão e comentei isso (sem revelar fontes, claro). Elas disseram que de forma alguma. Que elas não atrasam ninguém. Que quem atrasou foi o carro de uma das noivas. Até hoje não sei o que aconteceu, mas fiquei com uma impressão ruim.

No dia, seria só o meu casamento. Eram nove pessoas: eu, minha mãe, minha avó, minha sogra, a avó do Fê e quatro madrinhas queridas (a Dê, a Jana, a Ju e a Nati). Chovia muito no dia. Muito! Fazia semanas que não chovia em São Paulo e a previsão do tempo resolver acertar exatamente naquele dia. Caía o mundo. Algumas coisas chegaram a molhar no caminho (enquanto retirava coisa do carro para deixar no salão e coisas para deixar no dia da noiva).

Cheguei 16h50. Estava marcado 16h45. Mas cinco minutos com chuva não conta muito. A menina responsável pelas noivas fez a maior pressão. “O que você vai querer deixar aqui? O resto precisa sair”. Como assim? Deixei um milhão de coisas separadas pra esse momento. Tinha convite, buquê, sandalinha especial, porta-retrato, vários cabides bonitinhos – um para cada uma das meninas, pois queria uma foto dos vestidos juntos). Fui ao shopping comprar o perfume dois dias antes porque queria porque queria um CH (e o G Vert tem uma sala repleta de embalagens de CHs – ainda achei perfeito. Renderia fotos lindas!). Pensei em cada detalhe para deixar aquele momento especial. Juntei todas as  minhas referências. Todas as imagens que eu queria… não reproduzir, mas me inspirar. Queria tudo!” E ela levando as minhas coisas embora (ia ter uma massagem naquela sala depois de um tempo). Contrariada (e sozinha ainda! Minha mãe tinha ido com o meu pai levar a última viagem de coisas para o salão), desci (oi? achei que fosse me arrumar lá em cima e não lá embaixo com todo mundo – por isso paga-se mais). Lavei meu cabelo. Nisso vejo a Marcia Piveta. Ela disse que a menina ainda não tinha liberado o espaço pra ela fotografar. Lá estavam meu vestido, o porta-retrato, meu sapato, o perfume ainda na embalagem lacrada. Passei para uma das cadeirinhas para arrumar o cabelo. Lá estava minha casquete. Ela não devia estar lá. Devia estar lá em cima para as fotos. Minha mãe chega, depois duas madrinhas e, aos poucos, vão chegando todas. Exceto a Ju, que sairia do trabalho às 16h.

Eis que, do nada, acaba a força. E não basta ter emoção. Tem que ser dupla. O salão não tinha gerador. Calmamente fui até a Fernanda, que cuida dos agendamentos de noiva e pergunto: qual é a solução? Ela responde que vai ligar para a Eletropaulo para pedir uma previsão. Caso vá demorar muito, todo mundo vai para um hotel. Quase meia hora se passou e nada. Calmamente eu ia perguntar “E aí? Alguma novidade?”. E nada me era respondido, exceto um “Estamos vendo”.

Em certo momento, o profissional que faria o meu cabelo disse: “A gente vai para a sua casa!”. “Mas não cabe todo mundo! Tem caixas, gente e dois cachorros. Eu vim aqui por isso”, disse. “Vai então só você!”. “Mas eu fechei aqui pra que eu pudesse ficar junto com todo mundo”, respondi. E é verdade. Enquanto era só eu, minha mãe e minha avó iríamos fazer no hotel. Mudei tudo para que todo mundo ficasse junto. Estava puta. Estava chateada. Mas ainda estava calma.

Cheguei a sugerir hoteis. Um deles o que o Fê estava. O que tinha fechado pra mim quando eu ainda ia fazer o dia da noiva com os profissionais.

O Fê tinha dito que a gente só poderia se ver ou se falar na cerimônia. Na hora. Avisei para a Nati para que ela falasse com um dos padrinhos dele para avisar que iríamos para o mesmo hotel. “E como vamos pra lá?”, perguntei. Um monte de gente tinha deixado o carro com o marido/namorado/afins pra não ficar com um monte de carro. Eram poucos carros e tinha que ir todo mundo. Não só as madrinhas, mães e avós, as roupas, os vestidos, as malas e os profissionais. Os sanduíches (que a minha mãe fez à tarde e para os quais eu fui ao supermercado no dia anterior comprar ingredientes), os espumantes. Tudo!

O Fê, noivo da Nati, que estava com o meu Fê no hotel, foi nos buscar. Aproveitei para explicar pra ela a história da surpresa, achando que a minha mala já estivesse no hotel. A história é que eu fiz um lencinho pro Fê, falando sobre o momento e, ao final, eu dizia “Te vejo no altar!” (porque eu não podia falar com ele). O Fê (noivo da Nati) diz, então: “Mas não tem nenhuma mala por lá”. “Não?”. E não tinha mesmo. Meu pai tinha perdido tanto tempo indo e voltando, levando as coisas, levando gente, levando objeto, indo pro salão da festa, indo pro dia da noiva. E trânsito, muito trânsito. Que não deixou a mala no hotel. Triste, eu disse “Tudo bem, deixa”.

No meio do caminho, maior trânsito. O percurso que a gente faz em… 5 minutos, no máximo, fizemos em meia hora. Sem brincadeira! Pouco mais de 1km.  O que deu tempo suficiente para o Fê (da Nati) pensar: avisou o carro? Não tinha avisado. Avisou o vídeo? Também não. Liguei para a assessora e pedi para ela avisar os dois fornecedores. la me retorna pouco tempo depois avisando: “Não consegui falar com nenhum”. Ótimo. Tento eu.

Chegando no hotel, maior caos. Todo mundo chegou ao mesmo tempo. Inclusive a Ju, que não foi ao salão. Um monte de mulher, um milhão de itens: vestidos, sapatos, acessórios… um quarto minúsculo e UMA ÚNICA tomada 220v. E TODOS os secadores 220v. Já passava das 19h. Ninguém arrumada. Nada nada. Cabelos molhados ou sujos. Só isso que tínhamos. Tudo jogado em cima da cama, inclusive meu vestido. Não tinha espaço para nada. Para ninguém. Para nenhuma foto. Nada! O espaço era horrível. Em qualquer ângulo. Tudo era uma zona! Não sabia onde estava o buquê, o sapato, o porta-retrato… Bom, na verdade, estava tudo em uma sacola, jogada em algum canto do quarto.

Uma das madrinhas ia fazer a mão. Já estava marcadinho. Esqueceram de levar a manicure. Perguntava sobre a Fernanda, que deveria estar lá, afinal ela é a responsável pelas noivas. E nada! Eu falava precisa de alguém para fazer a mão da Ju! Precisa de alguém! Precisa de outro quarto! Era uma bagunça! Um monte de gente gritando se tinha granpo, se tinha secador, se tinha não sei o que, se podia usar isso, se podia usar aquilo (os profissionais do salão). E eu não conseguia falar com foto e vídeo. Até que o vídeo chegou. Eles foram até o salão e lá foram informados sobre a mudança.

O cabeleireiro que estava comigo ficou putinho e resolvi discutir. “Mas isso não é culpa do salão!”, disse. “Mas eu tinha marcado e vocês não têm gerador. Tem que dar um jeito nisso. É só o meu casamento!”. E ele continuou querendo discutir. Eu respirei fundo e só falei “Eu queria, por favor, que você não discutisse comigo no dia meu casamento”. A Marcinha, a fotógrafa viu. E comentou comigo enquanto estávamos no carro, indo para a igreja. Depois disso, foi só cara feia. Para todos os lados. Por parte do cabeleireiro/maquiador.

Bom… Na falta de tomadas no quarto ou secadores 110v, ao invés de pegarem outro quarto, como sugerido por mim, descobriram que no centro de convenções do hotel havia tomadas 220v. E levaram três das madrinhas, a minha sogra e a avó do Fê para lá. Ficaram eu, minha mãe, minha avó e a Dê. Cada uma em uma canto. Com um profissional diferente. Conversando com o seu próprio maquiador.

Ainda teve uma hora que disseram pra mim, e eu vou me dar o direito de não dizer quem foi, “Ah, você precisa ver! Lá embaixo está tão divertido! A gente está bebendo e rindo bastante”. Eu não estava. Nem uma coisa. Nem outra. Longe disso. Estava tentando, insistentemente, ligar para o carro. Não atendia o celular. Tentei um milhão de vezes até conseguir (sem contar que estava já tão nervosa que não achava os celulares que estavam fácil fácil no meu e-mail). E o maquiador só fazendo careta. Não sei por qual milagre divino, depois de muito tempo tentando, consegui falar com o cara do carro (o sinal estava muito ruim naquele dia por causa da chuva), avisei sobre a mudança do lugar e consegui resolver isso. Fiquei bem mais tranquila.

Sei que já eram quase 20 horas (eu tinha que sair às 20h30) e meu cabelo não estava pronto. Achei muito estranho porque o cara fez apenas uma escova e prendeu. Super alto. A ideia era fazer um rabo lateral com a minha casquete (PERFEITAAAAAA! Da Graciella Starling). Uma coisa mais displicente, informal… Não queria que meu cabelo ficasse com cara de cabelo arrumado em salão. Queria uma coisa mais moderninha. Eu tinha uma casquete E um voilette pra usar! Na prova foi assim. Só que não ficou do jeito que a gente tinha feito no teste. E eu falei isso pra ele. Estava muito alto. Eu fiquei orelhuda! Além disso, o cabelo estava tão escorrido que parecia que eu tinha feito uma escova em casa e amarrado na lateral. Super simples! Não gostei. E falei isso pra ele. Chamei a minha mãe pedindo socorro. Ela também fez uma cara assim assim. E perguntou: “O que foi?”. “Não gostei”. Ela falou: “Está muito simples. Não está parecendo noiva”. E não estava mesmo. Precisava ter movimento. É pra ser simples, sem cara de cabelo arrumado em salão, mas não pode ser de qualquer jeito, né? O cabeleireiro falou: “Mas eu fiz ondas no teste e você não gostou”. “Mas eu não gostei porque ficou parecendo um ninho de passarinhos. Mas depois você arrumou e ficou com ondas, tinha movimento. Não estava assim”.

(E mais um rápido parênteses: realmente estava muito parecendo que eu tinha feito sozinha)

Contrariado, ele começou a fazer ondas no meu cabelo. Eram 20h30 quando ele pegou o espelho e me mostrou o resultado. Tá bom, falei (com voz de profunda decepção). “Obrigada”. Mas não estava bom. Não estava como eu tinha feito no teste. Eu não estava me sentindo bonita. E não é isso que a noiva tem que se sentir? Eu não estava feliz com o meu dia da noiva. Eu fiquei praticamente sozinha, apesar de ter mudado o lugar do salão para ficar com todo mundo.

O cabeleireiro foi embora (e nem passou um sprayzinho pra fixar nada. Nem deixou nada comigo. Eu podia jurar que ele deixaria. Nem pro rosto nem pro cabelo. Antes mesmo de eu me vestir ele já tinha ido embora. E, como eu antecipei internamente, assim que ele saiu do quarto, o cabelo realmente soltou atrás. Ficaram aqueles fiozinhos soltos, sabe?). Ok. Saíram todos do quarto para que eu pudesse me trocar. Coloquei o vestido e separei clutch, batom, brinco e sapato. A menina do salão, responsável pela noiva, estava desesperada. Falava a todo instante que eu não iria me atrasar por causa dela. E, do nada, começou a pegar as sacolas que estavam no quarto do hotel, aleatoriamente e falou: “Vou levar essas coisas lá pra baixo”. Ainda pedi para que ela deixasse as minhas coisas. E fui terminar de me arrumar.

Quando terminei de gravar o depoimento (eram 20h45), falei “Preciso passar meu perfume” (aquele pelo qual rodei o mundo para encontrar). E onde ele estava? Não encontrava. A menina já tinha levado praticamente todas as coisas que estavam no quarto. Ela falou: “Deve estar lá embaixo”. Eu, toda paramentada e com a saia levantada pra não deixar o vestido arrastando, saí correndo pelo corredor para pegar o elevador para procurar meu perfume. Cheguei ao térreo, entrei na sala de convenções do hotel, louca, atrasada, e nada! As minhas sacolas não estavam lá. E só a minha sogra estava lá. “Eu preciso de um perfume! Vou ver com as meninas se alguém me empresta”. Faltavam 10  minutos pras 21h e lá estava eu, novamente, no elevador subindo. Saí correndo de novo pelo corredor do andar correto, mas simplesmente não lembrava o número do quarto. Fiquei alguns segundos parada para ver se conseguia ouvir algum ruído, quando ouvi a risada de uma das madrinhas. Saí correndo atrás do som e cheguei no quarto pedindo ajuda. A Ju, uma das madrinhas me emprestou um perfume, completamente diferente do que eu queria usar. Mas era um perfume e não tinha muito como escolher.

Agradeci e novamente saí correndo para pegar o carro. Estava muito atrasada e só ouvia buzinas lá fora. Chovia muito.

Sei que quando eu saí as meninas (madrinhas) também estavam de saída. A minha mãe já tinha ido para a igreja com a minha avó e a Dê, outra madrinha e a minha sogra ainda estava terminando o cabelo. Eu não seria a última a chegar.

Pra terminar, não tive fotos de vestido porque meu vestido estava jogado na cama. Mal tive fotos do making of porque eu estava tensa quase o tempo todo. A parte boa é que a história do lencinho foi resolvida: o Fê Rossi ligou para o meu pai e foi buscar minha mala. Ele entregou o presentinho pro Fê e deu tudo certo no final.

A história da igreja

A distância entre o hotel e a igreja era de 1km, mais ou menos. Mas o trânsito não contribuía. Cheguei na Capela da Puc às 21h08. E lá estava a fila de padrinhos.

Vi tanta coisa nos minutos que precederam a minha entrada que ninguém imagina. Vi meu cunhado transtornado. Vi o Fê agitado. Vi um monte de gente sorrindo e acenando para mim e demonstrando preocupação no momento seguinte. Vi as bouttonieres caindo. E sendo colocadas novamente. Colocadas de forma errada. Cheguei a pedir para o motorista chamar meu pai para que ele pedisse que arrumassem as lapelas. Até arrumaram, mas o desastre acontecia tudo de novo. Não entendia o que estava acontecendo. Era muita demora. E ninguém me falava nada.

Conversei com o motorista durante muito tempo. Contei tudo o que havia dado errado durante o dia.  Cheguei a pedir para que ele procurasse o perfume e o meu batom (acredita que sumiram com o meu batom também e eu não pude retocá-lo?). Quando eu jpa estava agoniada com a demora, pedi para que o motorista do carro tentasse descobrir. Ele voltou depois de poucos segundos e revelou: “Perderam o sapato da mãe do noivo”. Era só o que m faltava. Nada mais podia acontecer.

Alguns minutos depois (de vários gritos, de algumas brigas e de muito atraso), ouvi “Acharam!”. E, de uma hora pra outra, a fila foi organizada e o Fê entrou. Entraram, na sequência, os padrinhos e a porta da igreja ficou vazia.

Lá me esperava meu pai. Agitado. A cerimonialista da igreja explicava o que devia fazer e o que não devia. De repente, ouvi os primeiros acordes da minha música. Da Bridal March que eu havia escolhido e não tinha contado para o Fê. Da minha versão da marcha. E morri de medo. De ele não gostar (ele gosta de tuuuudo tradicional). Lembrei do véu de 5m que tinha contado que usaria (e ele tinha acreditado). Do vestido vintage e pérola que tinha mudado em julho e se transformado em um branco mais tradicional. Pensei no meu buquê de broches lindo. Abriu a porta. Respirei fundo. Olhei para o meu pai e entrei, Lembro que ainda dei uma olhada para o chão. Numa mistura de vergonha e para ter absoluta certeza de que eles tinham tirado aquela passadeira HORROROSA que as noivas cismam em colocar lá. E o chão estava lindo (a decoração, nem tanto. Mas eu não escolhi mesmo, foi a outra noiva. Eu já sabia que seria assim – ah! Outra coisa: a outra noiva fez questão de arranjos presos ao banco. Eu queria buquês. No casamento dela, os padrinhos, na entrada, derrubaram TRÊS arranjos, tá? Uma das coisas que mais repetiram pra mim foi: cuidado com os arranjos dos bancos. Vá com calma na hora de caminhar!).

(Foto de convidados)

(Sem muito foco, mas ó lá o noivo/marido me esperando no altar! E eu posso jurar que o vestido está levemente torto! Eu tinha certeza que estava, mas ninguém – leia-se assessoria – foi lá e me ajudou a arrumar!)

(olha os nossos avós)

Assim que eu cheguei ao altar (depois de dar beijo no meu pai e no Fê), dei uma olhada geral para os padrinhos e vi: meu tio, padrinho, com uma gravata azul – e todos ganharam uma gravata cinza. Mas optei por não ligar e simplesmente ignorar esta informação. E a minha sogra com brincos dourados e uma sandália prateada com strass. E o sapato dela era dourado! Ah! E os arranjos do altar que eram murchos e horrorosos! Mas, pensando bem, eu acho que é porque, como caíram os vasos no casamento anterior, pegaram as flores dos vasos do altar para refazer os arranjos.

Já contei aqui que a cerimônia foi muito legal. Fora o padre falando de forma bem humorada que não imaginava que fosse demorar tanto. Fora o padre falando que eu sou um pouco mandona – eu estava explicando como funcionam os cumprimentos – e fora o Fê cumprimentando tudo errado – hahahahahahahahaha – deu tudo certo. Saímos, teve bolinha de sabão que não funcionou direito, entramos no carro, cumprimentamos, lá dentro, um monte de gente, e fomos para o salão.

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Ah! Só pra explicar a história do sapato da minha sogra. A menina do salão do dia da noiva colocou as sacolas e malas que estavam no hotel aleatoriamente nos carros que estavam saindo de lá. A mala da minha sogra ficou no carro da noiva e o sapato foi encontrado. Quem emprestou o sapato foi a Kamis, que salvou a noite.

A história do salão

Acho que de tudo, aqui foi a parte que menos deu problema. Quer saber o que aconteceu de errado?

– Formou uma fila gigantesca na entrada porque a cerimonialista não colocou o convidados em ordem alfabética e não sei por que cargas d’água tinham TRÊS listas diferentes.

– A Tutu Melancia me prometeu que entregaria os sabonetes no prazo (confirmado na semana anterior) e não entregou. E eu só lembrei quando chegamos no salão.

– A cerimonialista queria que a gente esperasse um tempão lá fora, enquanto os convidados não entravam e nós queríamos subir. Chamamos a fotógrafa, tiramos meia dúzia de fotos e subimos. Sem dar satisfação a  ninguém. Já tínhamos atrasado demais! Quanto mais demorássemos, mais o jantar demoraria. E as pessoas deviam estar com fome.

– Na nossa entrada no salão, chamamos os padrinhos e eles entrariam com sparklers que seriam acesso dentro do salão. A cerimonialista estava com medo de não dar tempo e eu com medo de qualquer coisa que ela fizesse. Acendemos os sparklers lá fora mesmo e entramos na sequência. Só que não imaginava que o efeito fosse tão rápido. Assim como ele acendeu, o sparkler apagou e o efeito não durou até a mesa do bolo.

– Ainda relacionado a este momento, pedi lá fora (antes de entrar no salão) para que TODOS os padrinhos tivessem taça para o brinde. A cerimonialista respondeu: “Já está tudo certo”. Parecia que pela primeira vez poderia confiar nela. Ledo engano. Quando chegamos ao salão, não havia taça para os padrinhos e a banda teve que prolongar a música para que todos fossem servidos.

– A letra & da mesa do bolo estava ao contrário e o bolo foi colocado na mesa com a bandeja de papelão e os babadinhos plásticos SOBRE  a peça de porcelana. Primeira coisa que fiz ao me aproximar da mesa: girar a letrinha.

– Tudo estava tão atrasado que não tiramos fotos com os padrinhos. Mas tiramos muitas fotos ao longo da festa. Mas essas não teremos.

– A photo booth foi mal utilizada. O Fê não foi até lá e eu chamei um monte de gente pra tirar foto. Mas tinha muita coisa! Tiro como conclusão que tinha muita atração na festa (banda + Groove + photo booth + massagista + muita comida/bebida Graças a Deus! + gravata + lounge)…  A photo booth tem que estar exageradamente fácil de enxergar para que todo mundo vá lá…

A única coisa ruim do pós festa é que ainda está faltando muita coisa. Eu levei muita coisa minha de decoração e ainda não encontrei tudo. Parte está com a decoradora. Estou esperando elas me passarem uma data para reunião. Mas vamos ver…

De resto, acabou. Todo mundo bebeu muito, comeu muito, dançou muito, cantou muito. Eu subi no palco, assim como vários dos convidados, as pessoas se divertiram. Mal vi a decoração, mas gostei muito de tudo o que vi. A mesa dos bem-casados fez o maior sucesso. As fotos estavam lindas. Todo mundo se emocionou com a entrada dos nossos avós com as alianças. Eu me diverti muito. Ouvi que o casamento parecia festa de formatura. E era isso o que a gente queria. 

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21 comentários sobre “Casei! (aquelas coisas sobre as quais ninguém gosta de falar)

  1. Nise disse:

    Nossa flor,senti o desespero e angustia que vc passou nos relatos contados e cheguei a me emocionar e sentir sua angustia…que bom que a festa foi boa e o mais importante é que vc esta ao lado do seu amor
    bjo

    • Oi, Nise! Foi um dia bem complicado, mas, no final, tudo valeu a pena. Apesar de tudo, lembro do meu casamento com alegria. E vale ainda mais porque chego em casa, todos os dias, e o Fê me recebe com um sorriso no rosto (ele ainda está de férias!).
      Beijos e obrigada!

  2. Puxa Chris, que desespero mesmo. Parabéns pelo auto controle, eu teria dado mil chiliques, que pena contar com alguns profissionais que não sabem a importância desde dia na vida de uma noiva, mas como disse a colega no comentário acima, o que vale é a sua união com seu amor. Não deu pra ver direito (e acho que é proposital, pq vc nunca colocou nenhuma foto sua aqui) mas na minha opinião vc estava linda. bj

    • Oi, Elca! Obrigada! É… a falta de fotos é proposital, sim. Marido nunca foi muito fã dessa exposição… Até o site tinha senha!
      Sabe o que acontece? Na hora, não adianta você explodir, nada vai mudar. Então é melhor, para o seu próprio bem, relevar. Nada foi esquecido. Apenas não levei tudo tão a sério como eu sempre faço. E acabei me divertindo e aproveitando muito a noite. Apesar de ter ODIADO tudo o que aconteceu durante o dia.
      Beijos e obrigada pela visita!

  3. Eu vi vc mudando o “&” na mesa do bolo hahahaa… Chris, claro que esses detalhes te frustraram, mas vc sabe que eu AMEI a sua festa ( mesmo estando trabalhando) hahahaha… Várias ideias eu quero copiar… os doces estavam lindos e deliciosos hehehe.. e a pista, acho que nunca vi tão animada… muuuito boa mesmo!! Parabens! 🙂

    • Monique, ler seu comentário é muito importante pra mim. Pois você estava lá. E ninguém melhor que uma noiva para dizer o que achou de um casamento (a gente fica muito chata com isso, viu? Não é qualquer coisa que agrada, não…). Obrigada por visitar o blog!
      E não esqueça de me contar como estão suas negociações e os preparativos.
      Beijos!

  4. Priscila disse:

    Olá Chris,
    Nunca comentei, mas acompanho seu blog desde o início. Durante esse tempo as circunstâncias em minha vida mudaram e o casamento já não é mais uma realidade. Porem continuei dando uma espiada em como andavam as coisas com seu casório, por isso mesmo sem conhecê-la e nem ao menos ter trocado uma mensagem, ler seu post foi um tanto angustiante. Ao ler, só conseguia imaginar vc nos momentos que antecederam a cerimonia, repassando mentalmente todo o seu minucioso planejamento e pensando que estava sozinha nessa empreitada, que os profissionais que vc havia tido o trabalho de pesquisar e contratar não estavam cumprindo com a obrigação de ajuda-la!
    Que alívio quando li suas ultimas frases descrevendo, apesar de todo o stress, de forma positiva a cerimonia e a festa. Chegamos à conclusão: o amor é o que realmente importa. O amor do casal, dos convidados e a energia de quem esta ali desejando a sua felicidade.
    FELICIDADES!!! Quero muito ver suas fotos! Tenho plena convicção que elas vão refletir a felicidade do dia!
    Bjos e votos de alegria permanente para vocês!
    p.s.PARABÉNS pelo equilíbrio!!! Eu por muito menos teria direcionado meia dúzia de palavrões aos profissionais em questão! Rs
    p.s.2. Muito corajoso da sua parte, relatar de forma tão realista todos os imprevistos que aconteceram. O que mais nós vemos nos blogs de casamentos, são relatos impecáveis. É ótimo quando alguém consegue deixar claro, que para que um casamento ser incrível, não precisa ser perfeito. Aliás, essa perfeição não me engana! rs
    p.s.3. Achei maravilhoso que os convidados tenham se sentido em uma formatura. Para mim é um elogio que caracteriza que sua festa foi informal a ponto de ser divertida e significante ao mesmo tempo.
    p.s.4.Tambem acho La Vie En Rose liiinda! E realmente nada triste! Seria uma entrada lindona. Apesar de que a sua escolha é inspiradora!

    • Oi, Pri! Muito obrigada! Já tinha programado, na minha cabeça, de escrever este post. Só não imaginava que ele pudesse ter tanto conteúdo… rsrsrs Mas a vida é assim… é possível programar, mas não controlar tudo…

      Obrigada por continuar acompanhando o blog, viu?

      Beijos!

  5. Juliana disse:

    Ainda bem que li seu relato depois de já ter casado, eu não teria esse auto-controle. Mas ainda bem que deu tudo certo, e que você aproveitou muito seu casamento. Além da assessora, para mim o mais absurdo de tudo foi o salão. Vc tinha contrato com eles? Porque acho que vale tentar uma compensação via judicial. O que eles te fizeram passar no dia do seu casamento e o fato deles não terem entregue o que vc combinou é um absurdo.
    mas sei que o desgaste é grande… depois do meu casamento, que não teve nenhum problema grave (só aquelas coisinhas que só a noiva vê), eu não queria mais saber de nada que envolvesse a festa…

    • Concordo plenamente com você, Ju. Falei isso (sobre o processo) na lua de mel pro Fê. Falei isso assim que cheguei em casa para a minha mãe. E tudo o que eu ouvi foi: deixa quieto, Chris. Já passou. Não houve uma reclamação. Todo mundo adorou! Fora o atraso, ninguém percebeu o que aconteceu.
      Mas eu percebi. Tenho plena consciência de que meu dia não deveria ter sido do jeito que foi. Mas tudo deu certo, no final.
      Ainda não sei o que vou fazer, mas conto por aqui.
      Beijos e obrigada pela visita.

  6. Ju Magalhães disse:

    Cris,

    Que dia tenso !!!!
    Parece até aqueles casos nos quais a Denise Fraga contracenava no Fantástico 😦

    Bom saber que apesar de todos os imprevistos e contratempos vocês se casaram e conseguiram aproveitar merecidamente a festa.

    Você é digna de admiração por conseguir manter o auto controle diante de tantas coisas saindo do controle, quando eles tinham sido planejados com tanto carinho.

    Muitas, muitas, muitas felicidades pra você e pro Fê!
    Que os novos desafios sejam vencidos em unidade e que o amor de vocês aumente a cada dia!

    Beijão

    • Muito obrigada, Ju! Eu ainda não sei como consegui me manter tão calma nos dias anteriores ao casamento. E muito menos no próprio dia.
      Mas tudo passou e o que importa, no final, é que nos divertimos muito.
      Beijos!

  7. Chris, obrigada por compartilhar! O que importa é que sua festa parece ter sido MUUUUUITO animada (vide seu post de agora pouco!). E vc teve uma cabeça mto boa pra lidar com essa situação chata do dia da noiva, parabéns! E quero muuuito ver as fotos da sua decoração =)

  8. Lia disse:

    Oi Chris, essa história daria mesmo um filme rs. São poucas as noivas que escrevem depois do casamento contando o que deu errado. E isso é mto bom para as que ainda vão casar. Assim ainda da tempo de mudarmos algumas coisas.
    O meu casamento esta chegando e fechei com o mesmo salão de cabeleireiro que o seu e agora fiquei super preocupada. E em relação ao buffet vc tem alguma reclamação?? Vc precisou pagar a mais para a festa durar até de manhã?
    Acho que no fim o que importa é que a festa seja animada e a felicidade que vem depois.
    bj

  9. Dri disse:

    Querida,

    Venho acompanhando seu blog já faz um tempo… Eu me caso daqui a quatro meses e, de todos esses blogs famosos (tipo Vestida de Noiva e Constance), eu me sinto bem à vontade aqui, pois vc é bem detalhista, assim como eu (às vezes eu lia e achava que eu mesma tinha escrito algumas coisas… rsrsrs Pensamos muito igual!). É como conversar com uma amiga.

    Fiquei bem assustada com esse post e, realmente, como já comentaram, é muita generosidade sua contar tudo isso.

    A maioria das noivas que fazem blog, usam o blog na verdade como uma forma de “descarregar” a tensão dos preparativos. Depois que casam, normalmente não fazem mais post nenhum e o blog fica meio “fantasma”, abandonado. Óbvio que ninguém é obrigada a dar prosseguimento a um blog, mas acho isso um pouco de falta de carinho com as pessoas que acompanharam meses a fio e torceram para dar tudo certo.

    Por isso, é muito atencioso da sua parte, com toda a correria da sua nova vida, voltar aqui para contar como foi tudo, inclusive com tantos detalhes de tudo o que deu errado.

    Mas, acredite, com o passar o tempo, esse sufoco todo vai ser esquecido e vc vai lembrar depois até achando graça (juro pra vc que isso vai acontecer, já vi muitos casos próximos).

    E também acredite, as pessoas não percebem 90% daquilo que a noiva vê com lupa! Uma das minhas melhores amigas, fez um casamento LINDO, que inclusive saiu em um dos blogs famosos que eu citei. Terminou a festa e ela veio com uma lista de um milhão de coisas que ela tinha combinado diferente. NINGUÉM percebeu nada, nem as amigas mais próximas.

    E o cabelo dela também não ficou igual ao dia da prova. E ela fez no salão mais famoso de SP (frequentado pela Lala Rudge), pra vc ter uma noção. Nada é garantia de que vai sair tudo perfeito.

    Desejo muita felicidade pra vc, te agradeço por ter sido uma amiga, mesmo sem vc saber disso, e tenho certeza de que, cada vez mais, vc vai se lembrar cada vez menos do que deu errado!!

    Já fui em casamento lindo, no Leopolldo do Itaim, com noiva deslubrante, tudo chique e perfeito, e a pista esvaziou às 2 horas da manhã. Foi triste de ver, a noiva com olhar de desespero enquanto as pessoas iam embora de fininho. Não sei dizer o que deu errado, mas simplesmente não rolou.

    A sua festa, pelo visto, foi animadíssima e eu tenho certeza de que vc não trocaria isso por nada nesse mundo!

    Deu tudo certo!!!

    Desculpe pelo post gigante.

    Bjos,
    Dri

    • Obrigada pelas palavras e pelo apoio, Dri! Bom saber que não acontece só com a gente e que em casamento todo pomposo tb acontecem erros (às vezes parece que nesse tipo de evento tudo sai perfeito… rsrsrsrs)

      Um beijo grande!

  10. manu helena disse:

    Chris !! Agora que eu parei para ler seus posts, sou fan do seu blog , e você foi uma pessoa muito importante ao logo dos meus preparativos, mesmo distante tenho um carinho enorme por você, ainda bem que estamos juntas lá no Av e um dia com certeza vamos nós encontrar rsrs, mas sobre o post sei bem o que você passou, comigo foi quase tudo igual tudo que eu programei para makking off o que demorei meses para organizar foi tudo por aguá abaixo, minha decoração ficou horrível, meu cabeleireiro atrasou minha cerimonialista chegou as 13:00 o casamento era as 15:00, todos os detalhes que mandei fazer com maior carinho de toda minha papelaria , não foram colocadas nós lugares ficou tudo bagunçado e não tenho foto de nada, nada mesmo, de todos os detalhes que eu fiz, mas bem feito para mim que não quis gastar com a decoração e com uma cerimonialista mas experiente.Minhas fotos ficaram lindas, meu vídeo também , dancei e aproveitei muito, mas sinto uma frustração enorme, porque tudo que imaginei para meu casamento saiu diferente, no começo pensei que deveria ter me polpado de todos os preparativos e ter feito como a maioria das noivas, ter feito um casamento convencional sem me preocupar com nada! Mas enfim já foi e todos gostaram eu particularmente gostei das fotos, apesar de ter faltado muitas fotos que eu queria, então entendo tudo que vc passou as horas que antecederam meu casamento foram muito parecidas com as suas, desculpe pelo desabafo mas e que nem imaginava que alguém teve os mesmos aborrecimentos que eu rsrs bjus

    • Manu, foi assim que eu me senti quando li o seu relato. Não acreditei em tudo o que aconteceu com você (também). Acho que com o conhecimento que temos hoje, faríamos algumas coisas diferentes em nossos casamentos. Em especial em relação às escolhas de determinados fornecedores. Mas passou. Ficam as boas lembranças, as belas imagens e os comentários que nos deixam felizes.
      Um beijo grande e obrigada por também compartilhar sua experiência.

  11. manu helena disse:

    Chris, to no trabalho, escrevi tudo muito rápido correndo, e errado rsrs, mas acho que entendeu o recado né,
    bjus

  12. aly disse:

    Chris, parabéns pelo casamento! Deu tudo certo, sim! Queria te perguntar a que horas começou e a que horas terminou sua festa? O pessoal do buffet do meu casamento diz que uma festa não passa de 5 horas, mas estou achando essa informação estranha, pois já fui em muitos casamentos animados que tive a impressão de que duraram mais…

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