Casei! (E o que aconteceu depois…)

Mais uma das coisas sobre as quais ninguém fala (só em rodinha de amiga!) é o que acontece depois da festa. Eu e o Fê deixamos o salão às 6h30 da manhã. Sim, ainda tinha gente às 6h30 e não eram só os noivos. E falo deixamos o salão no sentido de passamos pela porta que separa o salão do hall. Mas não saímos de lá nesse horário.

Acontece que eu estava desmaiada. Literalmente. Bebi muito, comi pouco e dormi menos ainda. Então depois que passamos a porta do salão, eu deitei no sofá da sala dos noivos (ou do lounge externo, não me lembro ao certo) e o Fê foi com os amigos organizar as coisas que iam para a minha casa (ops! para  a casa da minha mãe).

Eram muitos itens de decoração, muita sobra de doces e bem-casados, bebidas e lembrancinhas. Sei que o Fê distribuiu muuuuuuuuita coisa. E ainda sobrou muito! Os meninos levaram as coisas pra minha casa. Carregaram um milhão de caixas e os nobres cavalheiros foram recompensados com garrafas de whisky (valeu a pena, né?). Sei também que no caminho da volta, o marido e um dos padrinhos quebraram a garrafa onde estava o dinheiro da gravata (no meio da rua!) e ficaram contando moedinhas (mentira que eram moedinhas! Rendeu bastante a gravata! E, aliás, este foi um dos momentos mais divertidos para o marido – a hora da gravata! Ele gritou tanto que ficou rouco!).

Chegamos ao hotel 7h30 da manhã e nosso voo saía às 11h55 de Guarulhos. Fomos acordados pela sogra, pouco mais de uma hora após nossa chegada. Ela estava desesperada achando que já tínhamos embarcado. Ledo engano. Meu pai, que iria nos levar para o aeroporto, não conseguiu acordar. Minha mãe, que não dirige na Marginal, foi até o hotel buscar o vestido e levar algumas coisinhas minhas que tinham que viajar, mas estavam em casa (na casa dela). E foi assim. Pegamos um táxi, fizemos o check in e corremos para pegar o voo. Noite de núpcias? Que nada! Estávamos exaustos.

Na contabilidade dos feridos em guerra, tanto meu pai quanto o sogro só se recuperaram  no sábado à noite (a festa foi na quinta à noite). O estado do meu irmão era crítico também. Do cunhado, então… E as mães se recuperaram facilmente. Mas na noite do dia seguinte.

Para se ter uma ideia, minha avó deixou a festa lá pelas 4h da manhã (ela tem 88 anos!). Os avós do Fê conseguiram se manter acordados (e dançando na pista!) até as 5h30. Quando meus pais foram embora (às 5h), os avós do Fê (de 80 e 81 anos) ainda estavam lá. Os amigos ficaram um pouco mais. Vários deixaram a festa apenas quando nós saímos. Como eu contei, teve gente que ajudou o Fê a levar as coisas pra casa. E não só os padrinhos.

A lua de mel foi perfeita! Fomos para Punta Cana e passamos mais dois dias no Panamá. Super recomendo! Ambiente fantástico, paisagens lindas, atendimento fenomenal. Nos divertimos muito! Conhecemos um monte de gente interessante. Tomamos muito sol! Era piscina, praia, comida e bebida O TEMPO INTEIRO. Sem o que reclamar. Na volta, o Fê já estava cansado de viajar. Eu ficaria mais umas duas semanas, mas trabalhava na segunda-feira. Não teve muito o que fazer.

Chegar em casa (na nossa casa!) é o mais estranho. Primeiro porque tudo está uma zona! Segundo porque é neste momento que a fase de adaptação começa. Não sei se com todo mundo é assim, mas são duas famílias diferentes, duas criações diferentes, hábitos completamente diferentes. Para os quais nove anos e meio de namoro ainda não tinham me preparado.

No começo, achei bastante complicado. No segundo dia já estava chorando. Saudade de casa, da minha mãe… das coisas do meu jeito. Da facilidade que eu tinha. Nos primeiros dias, tudo que fiz foi limpar a casa, lavar a louça, organizar o 1 zilhão e meio de caixas que tinham pela frente, lavar roupa (se bem que eu ainda não sei direito fazer isso – morro de medo de manchar alguma coisa  – por isso, o Fê faz – ele já morou sozinho). E quanto mais você faz, mais tem o que fazer. Não há matemática que explique isso.

As poucos, no entanto, as coisas vão tomando  o eixo. Vocês (casal) começam a se entender. Aquilo que incomodava deixa de ser feito para que não incomode mais o outro. A casa vai ficando mais organizada com a chegada dos móveis. E deixa de ser tão improvisado porque os presentes chegam também. No começo, mal tínhamos prato (o Fê foi ao supermercado comprar uns quatro, baratinhos, para termos onde comer!). Aliás, vou escrever um post só sobre lista de presentes. Aprendi muito com isso. Algumas coisas faria diferente. Mas é assim mesmo. Vivendo e aprendendo.

Falei isso em um comentário do último post, mas uma das coisas mais legais do mundo é chegar em casa e ser recebida pelo marido com um sorriso no rosto (ele ainda está de férias e eu já estou trabalhando). Faz com que você se lembre o porquê você está ali. E esqueça de todo o trabalho que você ainda tem pela frente.

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4 comentários sobre “Casei! (E o que aconteceu depois…)

  1. Pris disse:

    Os avós são ótimos! Adorei!!! Fiquei imaginando a cena da garrafa quebrada em plena rua! rs…
    Que essa sua fase de adaptação seja deliciosa!
    Bjo

  2. Puxa vida… me deixou emocionada porque escrevi um texto (mais ainda não postei) sobre o que esperar depois da festa… Achei o texto lindo, verdadeiro e no final dá um Up nos ânimos… Porque estou abobada de medo com esse turbilhão de mudanças.
    Parabéns e felicidades

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