Efeito sanfona (antes e depois do casamento)

Nunca fui uma pessoa gorda. Também nunca fui magérrima. Menstruei cedo e por esse motivo meu corpo ganhou forma super cedo também. Quando era criança, era uma das últimas na fila por altura. Depois dos 12, era uma das primeiras da fila. Ouvi, por muito tempo, um monte de gente falar: “Nossa, mas você sempre foi maior que eu…”. Pois é.

Por ser baixinha (tenho – bem medidos! – 1,51m – mas meu marido fala que eu roubo nesses centímetros), meu quadril é o principal alvo das gordurinhas – coisa com a qual não me preocupei até os 19, 20 anos. Me mantinha nos 48kg fácil. Até chegar a faculdade, o estágio, almoçar fora, ficar o dia inteiro na rua e ficar mais velha.

A idade pegou muito pra mim. Senti uma diferença muito grande no meu metabolismo a partir dos 24 pra 25 anos. Se antes eu engordava um pouquinho, na terça falava que ia emagrecer e ia ANDAR na esteira e perdia tudo pra caber NAQUELE vestido na festa do final de semana. E dava certo!

Hoje em dia, se eu quiser emagrecer, pode começar com uns meses de antecedência. Foi isso que eu fiz para o casamento. Meu maior peso de todos os tempos foram 59kg. Pra um ser minúsculo de 1,51m, isso é o equivalente a dizer que eu era gorda. Sim, eu era.

Faltavam 10 meses pra eu me casar e foi depois que eu a vi, grande, no computador, que bateu um medo. Eu seria uma noiva gorda. Ai, que feio! (e aqui friso: pra mim, tá? Isso é opinião pessoal: eu não queria ser uma noiva fora de peso!). Não queria ter que passar o resto da minha vida lamentando o fato de que eu podia ter tentado emagrecer e não o fiz.

Em fevereiro, aos 29 anos de idade, 59kg, comecei uma dieta. Mas era uma dieta fajuta. Daquelas que valia qualquer coisa no final de semana (porque noivo quer sair e diversão de paulistano é comer e beber). Comecei a andar na esteira, mas claro que não tinha muito resultado. Baixava pra 57kg. Ia pra 58kg. E ficava variando nisso.

Não lembro se foi em dezembro de 2011 ou janeiro de 2012, vi no blog Vestida de Noiva um projeto muito legal chamado Noiva em Forma. A Carina Rosin, personal, oferecia um programa completo de exercícios e dieta com promessa de resultados. Entrei em contato, toda empolgada, com a Carina. Mas, infelizmente, não deu certo daquela vez.

Mantive o contato com a Carina e acabamos ficando mais próximas. A Cá foi sensacional comigo, me deu um treino super legal (um circuito sensacional que me fazia transpirar horrores! Eu terminava podre o treino! Mas muito feliz!) e eu me mantive nele. Também comecei uma dieta forte, dada pela Karyna Pugliese, nutri que trabalha com a Cá. Com várias restrições. Algo que nunca tinha feito na vida, descobri ali, naquele momento. Aquilo, sim, era uma dieta.

Comecei a treinar e a “dietar” no final de abril. Em julho, quando fiz a minha primeira prova do vestido, já estava com 52kg. Mas pra mim ainda não era suficiente. Meu vestido era tomara que caia e eu tinha pavor das gordurinhas nas costas. E elas existiam em mim. Lembro que liguei pra Carina chocada com a imagem que eu via refletida no espelho. Praticamente às lágrimas, eu resmungava: estou gorda! O que eu faço? A Cá falou: calma, dá tempo! Faltavam dois meses e meio e alguns quilos. Eu queria chegar aos 48kg (meu peso quando conheci o Fê, aos 20 anos). Mudei a dieta (que ficou mais restritiva ainda – por ser a dieta do desespero), mas não aguentei por muito tempo. Por isso, voltei pra primeira dieta, com a qual eu já tinha me adaptado. Aqui faço rápido parênteses pra dizer que eu não fazia o Noiva em Forma. Ou seja, a Cá não ia treinar comigo, ela me dava uma espécie de consolo-amigo, uma supervisão. Ficava pedindo resultados, me dando forças mesmo. No dia do casamento, pesava 48kg. Aquela bundinha das costas tinha desaparecido e na última prova, tiveram que apertar (muito) o vestido. Eu juro que não acreditava!

Fiz drenagem, modeladora, fiz dieta, execício, comecei a fazer exercício aeróbico. Corria na esteira. Mas ainda era pouco. Conseguia alguns minutos de corrida, intercalado a alguns minutos de caminhada. Pra mim, que nunca tinha conseguido nem correr 1min seguido, estava ótimo.

No dia do casamento, estava feliz. Feliz comigo, com o peso. Com o fato de ter alcançado o objetivo. Lembro que mandei uma mensagem pra Carina contando aquela que era, pra mim, uma proeza. Foi legal sentir que ela estava orgulhosa de mim. Mas legal ainda era ver o quanto eu estava orgulhosa de mim.

O casamento passou (voou, na verdade), viajamos para um paraíso, com comida e bebida à vontade e não é necessário dizer o quanto fugi da dieta. Por incrível que pareça, a palavra “jaquei” ainda não estava a moda (o que aconteceria alguns meses depois – engraçado pensar no quanto as coisas mudaram no mundo virtual de outubro do ano passado pra cá!).

Engordei três quilos na viagem e mais quatro, cinco em São Paulo, casada. Foi nesse momento, de tanto ouvir marido falando que eu devia ir pra academia (que ele faz, by the way, e que é do-lado-de-casa), resolvi me matricular. Nunca fui chegada em academia. Exceto pelo ano passado, quando fazia tudo na academia do prédio, sozinha, nunca levei isso a sério. Me matriculei e desisti várias vezes. Incontáveis. Mas era hora de tomar vergonha na cara. Até porque já tinha trintado há alguns meses. E o metabolismo, meu amor, reconhece quando você trinta.

Por incrível que pareça, estou gostando da academia. Sinto a maior falta quando não vou. E vejo a diferença no meu corpo. Faço dieta (aliás, desde o ano passado, vivo em dieta, principalmente durante a semana – e confesso que nem lembro mais como era viver sem estar em dieta. Friso aqui que estar em dieta é evitar pães, refrigerante e muitos doces. Durante a semana. Porque confesso que meu final de semana é mais liberado. Muito provavelmente esse é o motivo do meu eterno efeito sanfona. Emagreço durante a semana e engordo no final de semana. Tenho uma espécie de aposta com uma amiga e nos pesamos toda segunda-feira. Uma forma de nos lembrarmos que não podemos jacar tanto no final de semana. A Bibs, a amiga que falei, já emagreceu muito! Até este momento em que escrevo, já tinham ido 7kg. É visível a diferença. Eu emagreci pouco, mas sinto que a gordura está diminuindo. As medidas, principalmente.

(E rápido parênteses: confesso que ocasionalmente deixo de levar a academia tão a sério. Às vezes uma gripe dura mais do que alguns dias para a academia. O hábito de ir acaba ficando distante na memória e acordar cedo é tãaaao difícil pra mim. Mas tudo passa. Pra ser bem sincera, esta é uma semana dessas. Mas amanhã prometo voltar.)

Muita gente me diz que de nada adianta ser toda regrada no final de semana e se acabar no final de semana. Verdade. Mas em partes. Quer dizer, pra mim não há problema. Lógico que eu gostaria de ser mais magra e vestir manequim 38, mas a que custo? Comer é muito bom! Tomar um vinho com o marido, uma cerveja com os amigos, melhor ainda. Por que se privar disso?

Meu sonho não é ter o corpo considerado perfeito. Não quero ser bombada e com barriga trincada. Mas admiro quem sonha com isso e vai atrás. É polêmico, eu sei. Mas sou feliz desse jeitinho. Sabe? Aos trancos e barrancos, mas que vai dando certo. Vai demorar mais, não vou ser aquela menina com 10% de gordura. Mas se você é feliz assim, por que mudar? Acho que cada um vai atrás dos seus sonhos. O meu é só diminuir o excesso de gordura e aproveitar o final de semana.

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Pele oleosa e protetor solar (mas a dica é: onde comprar)

Voltei rapidamente pra dar uma dica super legal (dois posts no mesmo dia depois de tanto tempo. Minha cara fazer isso!). A minha pele é super oleosa e, como tenho tendência a 1.sardas, 2.manchas, 3.rugas (idade! sempre ela!), vivo com protetor solar. Não sou daquele tipo que usa bloqueador 70, anda de chapéu, óculos e sombrinha, mas sempre antes de sair de casa uso protetor (afinal, depois dos 30, a tendência é piorar tudo!).

Achar o protetor solar ideal pra minha pele foi um pouco difícil. O primeiro que testei foi o Spectraban (com efeito base). A culpa foi da propaganda “É base, é protetor”, que invadiu a TV um tempo atrás), mas achei que minha pele ficou super oleosa no final do dia. Ainda tenho em casa e uso quando vou à praia ou à piscina (porque não dá pra usar maquiagem pra tomar sol, mas também não precisa ir com cara de quem acabou de cair da cama).

Tentei, depois (dica do dr. Rodrigo, dermatologista incrível da Dermaclínica – outra dica que vale a pena: já passei por vários dermatologistas em São Paulo, mas como o dr. Rodrigo não tem. Dica da Vivi. Eu já indiquei pra Erica, pra Luciana, pra Kamilla… Pena que ele não atende pelo meu plano – troquei depois que casei), o Anthelios (da La Roche-Posay), com efeito base e sem, mas também não funcionou. Tentei um da Neutrogena (Ultra Sheer), mas por mais que tenha toque seco, ainda não ficou do jeito que eu queria. E, por fim, testei o Minesol Oil Control. E aí me achei. (Ah! E as amostrinhas também foram todas dadas pelo dr. Rodrigo).

O que eu gostei do Minesol é que ele deixa a pele seca até o fim do dia (e olha que minha pele é super oleosa na zona T). A bisnaga, de 50g, custa, em média, uns 60 reais. É caro, é verdade, mas pra mim dura uns 3 meses. Fica um preço bom pela proteção. Eu uso fator 30 (tem fator 70 também – um pouco mais caro).

Sempre comprei esse protetor na Drogasil (aliás, lugar que eu acho ótimo pra comprar cosméticos desse tipo – encontro por lá várias promoções, além de packs com dois produtos da mesma marca ou produtos + amostra, o que acaba deixando o preço ótimo), mas nos últimos tempos estava difícil encontrar (por um preço que eu estivesse afim de pagar – $$). Até viajei nesse meio tempo, mas, por mais que eu tenha rodado em lojas de cosméticos e supermercados e freeshops, não achei de jeito nenhum. Ouvi dizer outro dia que há produtos que são produzidos para a pele brasileira/latino-americana. Talvez seja isso mesmo.

Outro dia, comentei no trabalho que usava esse protetor e precisava comprar porque o meu estava acabando. E eis que no final de semana uma amiga me liga pra avisar que, na Ultrafarma, ele estava R$48,50. Comprei dois! Morrendo de medo da validade, mas comprei (disse a atendente que se estivesse muito próximo de expirar a validade, eu poderia trocar). Tomei coragem e comprei. Isso foi no sábado. Hoje, segunda-feira, uma da tarde, entregaram no meu trabalho. Quatro embalagens (minha amiga comprou duas também) e sem frete. Amei o frete zero, a  eficiência e o preço do produto. Vi que eles também tem outras coisinhas interessantes (não são tantas opções, mas tem). Achei que valia a pena deixar a dica por aqui. Tipo dois em um, sabe? Bom protetor com bom preço. Ah! Três, com o dr. Rodrigo. Nunca se sabe quando você pode precisar.

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Aí eu casei (e conheci a cozinha – ou mais ou menos isso)

Já cansei de falar o quanto minha vida mudou. E acho que uma das maiores mudanças está relacionada à cozinha (e ao fato de eu mal ter entrado nela antes do casamento). Este foi o assunto do  segundo post que publiquei lá n’As Balzacas. Nele conto sobre a minha (quase inexistente) experiência na cozinha. Alguém se sentiu assim também?

Contei no último post (este aqui – depois dá uma olhadinha, vai!?) que me casei em outubro do ano passado. E que nunca fui muito prendada. Sem brincadeira. Fora o brigadeiro (que nunca fiz desde que casei) e o bolo verde (que eu amo de paixão!), não sabia fazer nada. Nem arroz. Sério! (e é até feio eu escrever isso aqui, bem depois de um post de uma, como diria Ronnie Von, “grand chef de cuisine”, mas é verdade, fazer o que?).Na verdade, nunca tive interesse. Minha mãe, apesar de odiar ter que ir pro fogão, faz isso muito bem. E meu irmão (quatro anos mais novo) sempre gostou de cozinhar. Lembro dele adolescente fazendo receitas. Vontade que nunca tive (acho que puxei pro meu pai – mais palpiteira que qualquer outra coisa). E também, graças a Deus nunca precisei. E nem imaginava que um dia fosse. Afinal, vivo de frango e salada muito bem (quem lê, pensa! hahahahaha). Marido sempre elogiou minhas saladas. E frango eu também sei fazer.

Falando em marido, tive muita sorte. Meu marido é assim como meu irmão. Adora cozinhar, inventa receitas e tudo o que faz fica bom. Sempre brincamos que ele cozinharia e eu lavaria a louça. Nada mais justo: já que ele vai preparar a comida, não me custa nada lavar a louça. Mas eu não contava com alguns poréns, como a meia dúzia de panelas sujas, a dezena e meia de talheres usados, todos os respingos do fogão, a pia engordurada e o chão (de porcelanato branco) com manchas escuras. Isso só pra preparar a comida! Às vezes dá um desânimo só de pensar na quantidade louca de louça que vai sobrar no final.

E agora você deve estar pensando: “ela está reclamando, mas bem que poderia aprender”. Verdade. Poderia mesmo. Mas confesso que várias vezes em que tentei o resultado não foi tão positivo. Arroz queimado ou comida sem sabor foram algumas das consequências. Engraçado mesmo é que o Felipe, meu marido, vira e mexe reclama que eu não cozinho, mas toda vez que falo que vou pra beira do fogão, ele já se posiciona à minha frente. Mesmo quando vou fazer algo pra mim. Como se houvesse um medo escondido, sabe? De acontecer alguma coisa, de queimar, explodir, não sei… Fica difícil compreender.

Mas de vez em quando é preciso enfrentar seus demônios e ir à luta. Aí lá vou eu jogar no (santo) Google. Olho pra um milhão de coisas e não me encontro. Como se aquilo fosse uma questão de estatística avançada. E o engraçado é que não tenho ideia do que fazer. Muitas vezes fico vendo um monte de menina recém-casada postando no Facebook ou Instagram as fotos dos pratos que elas fazem. Ou montando cardápios elaborados pra algum almoço ou jantar. Só existe gente prendada nesse mundo? Fico pensando que nasci com o gene errado. Algumas acham até estranho que eu não goste de cozinhar. E não saiba. E não faça. Como se eu fosse uma péssima esposa por isso. Como se eu fosse um ser único, de outro planeta. Às vezes até eu acho. Mas aí passa. E volta novamente, em momentos de crises existenciais.

Segui conselhos de algumas meninas e comprei aquele livro grandão da Dona Benta, sabe, que no começo custava mais de 100 reais e hoje em dia você encontra por 19,90? Fiz uma única receita até hoje. Uma berinjela. Eu amei! Minha salada ficou sensacional com ela. Ele nem provou! Maior trabalheira pra isso? Fiquei desanimada. E ainda tem outra coisa: eu não tenho vontade de comer as coisas que eu faço. Parece que demora tanto tempo que eu perco a vontade. Como o dia em que eu resolvi fazer um creme de mandioquinha. Maior frio, pesquisei receita, fui ao supermercado, comprei os ingredientes e o negócio virou um caldinho. Mandei whatsapp na hora pra uma amiga cozinheira de mão cheia (nunca experimentei nada, mas se for 1/10 do que é bonito, pelo que vejo no IG, ela tá feita!). Só de olhar a foto ela disse que eu tinha colocado pouca mandioquinha. “Mas, Mari, coloquei o que a receita mandava!”. Ela perguntou: “Qual o tamanho da mandioquinha?”. Eu disse:”Pequena”. “Ah, então é isso”. Ela viu a foto do caldinho e me deu a solução. E o pior de tudo? Funcionou. Lógico que eu tive que desligar tudo, voltar ao supermercado e continuar a receita depois. No final, fiz um creme de mandioquinha em duas horas e meia. Tá bom pra você? Depois não sabe por que eu não cozinho… Ah! E tem mais: não ficou nem parecido com o da minha mãe… Maior decepção. Mas o Fê disse que gostou. Fofo, né?

E aí a gente fica assim. Já estou no meu segundo livro de receitas (e você lembra que eu disse que nunca tive interesse, né?), tenho um painel no Pinterest chamado “Comidinhas” (me segue lá: Christiane Teixeira Zboril) e vou colecionando itens preparados: arroz, legumes com shoyu, shimeji (ficou bom demais! Mas o Fê também não comeu – ele não gosta muito!), berinjela, purê de legumes (minha primeira invenção), o tal creme de mandioquinha e os básicos: omelete, ovo mexido, filé de frango, carne, bolo verde, gelatina e salada. Com muitas variações. Pode parecer pouco, mas pra quem não sabia nem ligar o cooktop, tá muito bom!

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Decoração de casa(mento)

Acho que já contei por aqui (e aqui também) que meu apartamento não ficou pronto a tempo do casamento (apesar de ele ter sido comprado – na planta – com dois anos e meio de antecedência, já prevendo todos os atrasos possíveis – a gente só não contava com a demora para obter o Habite-se, mas tudo bem).

Tivemos que alugar um apartamento para vivermos nesse meio tempo e tudo acabou ficando levemente desorganizado. Quando entramos no apartamento, não existia nada e fomos nos arranjando. Tivemos que comprar móveis para a cozinha (só existia a pia!), sofá para a sala (e teve que ser pequenininho porque o espaço é minúsculo e o outro apartamento era bem maior!), e por aí vai.

Em junho agora, mudamos de vez para a nossa casa. Infelizmente, por um milhão de motivos, não fomos para aquele com o qual sonhamos por dois anos e meio (e cuja obra visitamos quinzenalmente para verificar a evolução… Tão sonhadores…). Tivemos que vendê-lo e compramos outro apartamento, no mesmo prédio onde alugávamos. A mudança foi mais fácil, é verdade, mas ficou aquela decepção, sabe? Afinal, não era o apartamento dos meus sonhos. Dos nossos.

Mas o motivo de eu falar tudo isso é outro. Como eu já contei aqui várias vezes, fiz muita coisa para o casamento. Comprei muita coisa também, pensando que um dia poderia usar na minha casa. E quando me mudei, uma preocupação que tive foi exatamente essa. Como incorporar aquele detalhes todos na minha casa? E eu acho que essa é uma coisa que toda noiva de casamento DIY passa. Afinal, gastamos tanto tempo fazendo todos aqueles detalhes, mas e depois?

Por isso resolvi fazer este post pra mostrar como ficou. Ainda tenho um monte de coisa guardada, mas também preciso tomar cuidado pra minha casa não ficar com cara de menininha.

Esse abaixo é o móvel da TV. Por incrível que pareça, só tirei foto dos detalhes (e esqueci completamente de mostrá-lo no todo). Nele, coloquei meus regadores vintage queridos (que ficaram na casa da minha mãe até mês passado – aliás, como ainda tem coisa na casa dos meus pais! Limpo, limpo, limpo, levo coisa pra minha casa e ainda sobra um monte de coisa na casa dos meus pais!), uma das gaiolinhas brancas pequenas, meu casal de passarinhos fofos (que eu não consegui comprar para o casamento, mas acabei achando numa viagem, neste ano, e não tive dúvidas, comprei logo!), as lanternas brancas, o coração de MDF que eu pintei de vermelho para o casamento e um dos porta-retratos que fiz (o pôster peguei no blog Casa de Colorir – primeiro blog de decoração que comecei a seguir pós-casamento, dica da minha super e queridíssima amiga Kamis – e imprimi. Se você quiser ver outros modelos, tem aqui).

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20130920-092059.jpgEste aqui é o nosso bar. Marido que mandou fazer o móvel, que deixa a adega embutida lá embaixo, e o nicho pra ele colocar as garrafas. O nicho eu ainda vou mandar espelhar. Está na minha “to do” list. Depois que tirei essa primeira foto, alterei a disposição de algumas coisas. Achei que o abajur ficava na frente dos quadrinhos (todos comprados na Leroy Merlin) e a garrafa com rolhas também. Não sei, mas algo me incomodava. Por isso na foto de detalhe das gaiolinhas pretas você vai ver que está diferente. Mas o que vale é a disposição final. O abajur (que eu amo de paixão, presente da Mari, minha amiga de internet que virou super real, passou para o aparador que fica do outro lado da sala). No bar, deixei as gaiolinhas pretas.

Não dá pra ver direito, mas sobre a cristaleira também tem o porta-retratos que eu deixei na mesa de bem-casados (com a nossa foto na igreja, para a chegada dos convidados) e velinhas com renda que usamos na festa). Não lembrei de tirar foto disso…

IMG_6506gaiolinhas 2A plantinha aí em cima chama-se dinheiro em penca. Estava passeando no Mercado da Lapa quando me deparei com ela. O bom é que é super fácil de cuidar. Pouco sol e regar a cada 15 dias. Eu confesso que rego mais que isso. E ela continua crescendo.

Aqui embaixo é o banheiro. Como ele é mais delicado, coloquei o vasinho de lavanda e comprei as florzinhas na TokStok. O elefantinho (que eu adoro – aliás, não dá pra ver direito, mas lá na sala também tem um elefante de gesso. Ele vai virar vermelho, mas despois eu mostro por aqui) é um porta-aliança, que eu achei na Imaginarium. Ótimo porque marido vivia deixando a aliança no parapeito da janela do banheiro e eu morria de medo que caísse. Tudo bem que é terceiro andar, mas se caísse ninguém ia achar de novo…)

banheiroEssa é (parte da) minha casinha. Tudo bem que não dá pra ver direito, mas dá pra te ruma ideia. Ainda falta muita coisa a ser arrumada, mas aos poucos a gente chega lá. Ah, se você quiser ver onde ficaram algumas dessas coisas no casamento, clique aqui.

Depois de tanto tempo, um “oi”

Nas últimas semanas, tenho colaborado com o blog de uma amiga, o As Balzacas. Nele, compartilho um pouco das minhas aventuras pós-casamento e pós 30 anos. Ainda que não tenha chegado nesse assunto.

Escrever para outro blog me deu saudade de quando tinha o meu. Não que eu não tenha mais. Meu querido Cadê o Tempo? ainda existe, mas está tão abandonado, tadinho. Falo sobre isso no primeiro post lá n’As Balzacas. Mencionei os comentários absurdos que recebi ao longo do tempo, sobre o quanto gostava de postar e o quanto fiquei perdida depois do casamento. Sem ter muito bem o que escrever, sabe? Sem saber exatamente como continuar.

Acho que é porque você começa a viver novas realidades. E aquele mundo incrivelmente delicioso que é o da organização de casamento fica lá atrás, como uma lembrança meio desbotada. Que vira e mexe volta. Que te faz sorrir, relembrar e pensar no quanto foi gostoso tudo aquilo. E o quanto valeu a pena.Mas vai embora logo em seguida.

O primeiro post que fiz n’As Balzacas coloco aqui. Ele é um começo. Uma introdução. Conto um pouco sobre quem sou eu e sobre como cheguei até aqui. Mas ele me fez pensar. Que queria voltar. Queria continuar a fazer algo de que gosto muito. E talvez eu nem pense exatamente como pensava quando escrevi aquele post (e nem faz tanto tempo assim!). Engraçado isso, né? Colocar num “papel” te leva a pensar. E é disso o que eu gosto tanto.

Queria aproveitar para agradecer os comentários que surgem também. Mesmo depois de um tempo sem postar. Não levem a mal o que falo, mas acho que depois que passa o casamento (a festa em si), nossa cabeça muda um pouco. E novos interesses surgem. E é muito legal viver essa nova fase. 

Republicarei aqui toda vez que aparecer um post por lá. E prometo que deixarei este blog um pouco mais atualizado.

Oi, tudo bem?

Acho que para o primeiro post é necessária uma apresentação. Meu nome é Christiane. Casei em outubro do ano passado. Um mês antes de completar 30 anos. Exxxperta a menina, não?

Comecei a namorar aos 20 anos. Em 2013, comemorei 10 anos ao lado do meu respectivo. Em frente à Torre Eiffel. Algo que eu nem esperava. Mas simplesmente aconteceu. Assim como várias outras coisas na minha vida.

Comecei a namorar numa época em que jurava de pé junto que não queria namorar. Estava no segundo ano da faculdade (aê, Cásper Líbero!), conhecendo um monte de gente nova, descobrindo o que eu “queria ser quando crescer”, quando simplesmente aconteceu. Foram muitos anos de namoro (sete, mais precisamente) até o noivado (sim, ele conversou com “mami” e “papi”) e mais três anos até o casamento. Pensa em tudo direitinho. Terminamos a faculdade (ele, as duas), melhoramos no emprego, compramos um apartamento, fizemos a conta certinha de quando o apartamento ficaria pronto (ele foi comprado na planta), adicionamos mais alguns meses (tem aquela coisa dos seis meses, sabe?) e, finalmente, marcamos a data.

Aqui é bom pausar pra dizer que nunca quis casar. Ou ter filhos. Verdade! Mas já que iria casar, que fosse um almoço com um vestido clarinho e fluido ao lado de, no máximo, 50 pessoas. Lindo e delicado. E até poderia ter sido assim não fosse o fato de que fazer lista de convidados e conciliar gosto de noivo e noiva ser bastante complicado.

O mini wedding ficou um pouco maior. Minha objeção ao vestido branco, rodado e tomara que caia desapareceu e quando me dei conta já era uma amante de casamentos. Criei até um blog!

O Cadê o Tempo que Estava Aqui? (ou cadeotempo, como eu carinhosamente o chamava) cresceu. Conheci noivas, fiz parcerias, ganhei audiência, virei fã de casamentos. O blog serviu, àquela época, de diário. Nele escrevia meus sonhos e devaneios. E com ele colocava no “papel” as minhas transformações. Meus gostos mudaram ao longo de quase três anos (ele entrou no ar em julho de 2010, acho, e eu me casei em outubro de 2012). A menina que não queria nada começou a ter interesses diferentes. Ou, pior, a menina que não sabia nada.

Confesso que antes de casar nunca fui prendada. Meu cinzeiro de argila era sempre o mais feio na aula de Educação Artística. Minhas habilidade culinárias sempre foram nulas. Mentira! Na época em que ainda podia comer brigadeiros, o meu era muito bom! (aliás, aquela era uma época em que se você quisesse comer brigadeiro, tinha que ser em casa. Ou na casa de alguém). Sei, no entanto, que o casamento muda as pessoas. Decoração, artesanato… tive que aprender a me virar. Para a festa e para a vida. Afinal, muito mais fácil saber fazer sozinha um monte de coisas pelas quais você pagaria uma fortuna para ter em sua casa.

Mas voltando à história do blog… Aí casei. E novamente lembro: um mês antes de completar 30 anos. E meu interesse quanto ao assunto foi esvaecendo. Indo embora como se aquilo tivesse sido uma fase da vida. E é, não é mesmo? Se bem que não foi para uma boa parte das meninas que conheci ao longo dos preparativos. Muitas abriram empresas ligadas a casamento, criaram blogs e estão faturando com isso. Não sinto a mesma paixão que tinha. Não que eu não goste, mas é diferente. Acho que o único resquício daquela fase foi o meu gosto pelo blog. Adorava buscar referências, postar sobre aquilo que se passava na minha cabeça e amava o fato de eu ter um lugar pra falar tudo. Independente de críticas (e elas existiram. Muitas! Cada gente doida apareceu pra me xingar! Sempre dei risada. Porque a rede é pública. Cada um fala o que quer. E o mais importante: cada um lê o que quer. E se você discorda, sempre há a opção de clicar naquele “xizinho” lá no canto superior da página do seu navegador. Simples assim. E por mais que eu ainda queira escrever, não sei sobre o que escrever. Porque tudo já perdeu o sentido. Mas e a dor de “fechá-lo” definitivamente? Ele mais existe por pena do que por qualquer outro motivo. Porque atualização mesmo, nada!

E aí apareceu o convite da Mari Guedes. De cara, topei. Mas demorei meses e meses para descobrir sobre o que falar. E aqui estou eu em meu post inicial. Ainda sem um tema definido. Mais uma sequência de palavras que qualquer outra coisa. Mas quem disse que é necessário um tema fixo na vida? Tão mais interessante viver assim, buscando apenas aquilo que lhe deixa feliz. Ainda que seja naquele momento. E se não funcionar, mudar, buscar novas experiências, novos objetivos, novas conquistas. E nem queira pensar que falo isso sobre meu casamento também. Pra isso sou bem caretinha. Achei minha metade ideal e sou muito feliz assim.

Sobre o que falarei ao longo do tempo? Moda, decoração, maquiagem, relacionamento ou produtos de limpeza. A vida de (recém) casada tornou-me mais eclética. Versátil, até. E por que não aproveitar isso?

Christiane Teixeira Zboril

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Ideia sensacional para ajudar a decorar a casa

Uso isso ainda como desculpa, mas pelo fato de o meu apartamento ainda ser alugado, quase não tenho quadros pendurados na parede. E confesso que acho muito difícil essa arte. Imaginar como um conjunto de quadros ficará, disponibilizá-los harmoniosamente na parede e ainda de forma a não ficar torto é muito complicado. Por isso achei sensacional a ideia que vi no blog Young House Love.

O blog ensina uma forma ridiculamente simples para que qualquer pessoa consiga obter êxito nesta tarefa: desenhando uma espécie de rascunho do que será colocado na parede. Aquele tipo de coisa que você pensa “Como eu não pensei nisso antes?”.

Post original aqui

Olha que coisa sensacional o antes e depois feito pela mesma blogueira (só que desta vez na parede do corredor da sala…)

Post original aqui

Decorar gastando pouco

A Fabiana, do blog Reciclar e Decorar, postou há muito tempo uma dica super legal para quem não aguenta mais ver aquelas paredes brancas de casa. E o melhor: super simples e econômico, usando canvas e tecido.

20130923-224639.jpgAlém do canvas (a telinha para pintura), você vai precisar de um pedaço de tecido para forrar a telinha (que não deve ser muito fino. Acho que lonita pode ser ideal), grampeador de tapeceiro (algo que estou doida pra comprar!) ou tachinhas e uma tesoura. Aí é só forrar a tela com o tecido, fazendo primeiro de um lado, depois do outro. Ou seja, vertical com vertical e horizontal com horizontal.

imageA foto aí de baixo é da sala da casa dela. Toda modificada pela própria Fabiana (e, se não me engano, ela já fez uma baita reforma em casa – cheia de DIY, vale super a pena dar uma olhada!)

20130923-225145.jpgEu confesso que fiquei morrendo de vontade de fazer, mas aí dei uma passadinha na Leroy Merlin e encontrei estes quadrinhos aqui:

20130923-225347.jpgAchei que eles ficariam super legais na minha parede cinza. E aí descobri que eles acendiam (só coloquei pilha nos dois de baixo para dar uma ideia de como eles funcionam). Pode chamar de brega, mas achei super legal. E comprei os quatro. Gastei mais de uma hora escolhendo quais levar. Montando composições no meio do corredor de quadros da Leroy. Eram muitas opções! Mas eu gostei do resultado final. E como a parede está livre, se eu quiser posso colocar mais quadros depois…

20130923-225407.jpgPost original dos quadrinhos de lá de cima aqui.