São Paulo: curiosidades

Um dos blogs que criei nos últimos tempos foi o SP na Mão. A ideia era dar uma opção para as pessoas acharem coisas interessantes sobre a cidade em um lugar só. Como eu trabalho num lugar em que muita gente é de fora, vira e mexe dou dicas do que fazer. Daí veio a ideia do blog. Mas ele não vingou. Faltaram tempo e disposição. 

Ele ainda existe, apesar de mal ter conteúdo. Como fiquei com vontade de deletá-lo, guardo aqui um post que fiz sobre a cidade de Dao Paulo, lugar onde nasci e sempre vivi. 

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Foto: CityLights Hostel

Acho que o que é engraçado sobre São Paulo é que todo mundo acha que conhece a cidade. Pode até ser. Afinal, tem algumas coisas que são óbvias mesmo. Listei aqui algumas curiosidades pra você que começa a conhecer a cidade:

01. Praia de paulistano é shopping. Está sem o que fazer em casa? Shopping. Precisa comprar alguma coisa? Shopping. Cinema? Shopping. Supermercado? A gente passa no shopping e compra algumas coisinhas. Sem vontade de fazer almoço? Praça de alimentação do shopping. O shopping é coringa. E sempre está lotado.

02. Paulistano faz fila pra tudo. E não liga. A gente sabe que haverá sempre muita gente onde quer que estejamos, então vamos organizar uma fila, ok? Pra comprar pão, pegar táxi, passar pela catraca do metrô, entrar na biblioteca da faculdade, pegar frios no supermercado, entrar na escada rolante. Não interessa onde. Outra coisa: o uso de direita e esquerda é super importante. Vá pela direita e volte pela esquerda. Quem está com pressa (e sempre estamos!), agradece.

03. Paulistano vai à feira. E tem feira todo dia em São Paulo. Tudo é mais barato e ainda dá pra comer pastel com caldo de cana no final.

04. Parque a partir das 10h é lotado. Qualquer um. Já não temos praia, e shopping só abre às 10h no sábado e à 1h no domingo. O que vamos fazer pra matar tempo (e tomar um solzinho)? Parque. Tem um monte na cidade, mas não interessa pra qual você vá. Depois das 10h, estará sempre lotado. Fila pra entrar no estacionamento, fila pro banheiro, fila pra água de coco. Quer sossego? Chegue às 7h. E o mais legal: esse é o horário das pessoas mais simpáticas, que te falam “bom dia” logo cedo, sem nem te conhecer (algo super raro!).

05. Se quiser ir à praia, mas não dar de cara com a cidade de São Paulo lá embaixo, não vá em feriados. A cidade toda desce a serra desesperadamente, louca para chegar logo, colocar um chinelo e uma bermuda e ir tomar alguma coisa na praia (no quiosue mesmo, de frente ao mar). Pode ser água de coco, cerveja ou caipirinha. Paulistano desce a serra pra ver mar. E acha um absurdo ouvir de quem é do nordeste dizer que voltou pra cidade-natal e não foi ao mar. Como assim?

06. Paulistano acha que todo mundo tem sotaque. E tem certeza que paulistano mesmo não tem. Exceto quem é da Mooca. Aliás, todo mundo acha que todos os paulistanos são da Mooca. Outro devaneio.

07. São Paulo é uma cidade tão perigosa quanto qualquer outra metrópole. Ninguém vai pra rua morrendo de medo de ser assaltado. Só quem definitivamente não conhece a cidade. Lógico que você não vai fica com um Iphone na mão, a bolsa aberta, com a carteira exposta. Assim você chama, né? Mas não é necessário desespero. Apenas algumas precauções. Se a vida fosse esse caos que todo mundo acha que é, não haveria bares, restaurantes e 25 de março por aqui.

08. Paulistano é um povo mais fechado por natureza. A gente não é de falar pegando, dando intimidade à primeira pessoa que aparece. Mas se você nos conquistar, terá amigos fieis.

09. Tem muita coisa pra fazer em São Paulo, além de shopping, 25 de março e José Paulino. Não é só porque você está aqui que precisa bancar a sacoleira. Ou então bancar a faminta e só ir trás de restaurante. Aproveite a cidade de outras formas. Há milhares de pogramações gratuitas, passeios diferentes, feiras, museus, exposições. É só procurar!

10. Vai ficar um tempo na cidade? Que tal aproveitar para conhecer os municípios vizinhos? Há muitas cidades bem próximas, a até 300km que são cheias de atrações. Você foge do friozinho e ainda conhece lugares diferentes.

11. Talvez a dica mais importante de todas: vai sair de casa? Leve na bolsa: blusa e guarda-chuva. São Paulo tem todas as estações em um dia só. Você amanhece meia-manga, vai almoçar de alcinha, a partir das 16h vai fechando o tempo, garoa lá pelas 18h, volta a esquentar logo depois pra congelar até o fim da noite. Não é brincadeira. É a realidade paulistana.

12. São Paulo é multicultural, é multirracial, é diversa. Não importa qual seja o seu estilo, você sempre encontrará alguém muito parecido com você em São Paulo. Essa é a beleza da cidade. E, com isso, vem junto a possibilidade de você encontrar milhares de lugares que tenham a sua cara. Dezenas de programas que parecem ter sido feitos pensando em você. E o que é legal para quem vem de fora: diversas oportunidades de reencontrar a sua cultura original ali do lado, na esquina. Porque sempre tem alguém com uma história parecida com a sua. E sempre tem alguém pensando nisso.

13. São Paulo tem trânsito. Fato. Não quer chegar atrasado? Saia mais cedo. Não existe outra opção.

14. Paulistano é workaholic, em sua maioria. E acha isso bonito e necessário. É cultural e muito difícil de ser deixado de lado. Questionável ou não, é assim. E pronto.

15. São Paulo também é feita pra criança. Há diversos restaurantes que pensam nos seus pimpolhos. Há muitas atrações também. E não é só durante as férias.

16. As liquidações em São Paulo são sensacionais. E começam antes do término do inverno. E antes do término do verão também. Se você ainda quiser fugir dos grandes centros de compra, visite as avenidas comerciais dos bairros, que contam com lojas com preços fantásticos. A qualidade não é lá grande coisa, mas são roupas ótimas pra “bater”. Falando em comprar, há outlets e brechós incríveis na cidade. Vale a pena pesquisar!

17. São Paulo não é uma cidade cuja população tenha a cultura de prestar concursos (aqui ainda tem bastante emprego, por isso as pessoas preferem ficar na iniciativa privada). Por isso, toda vez que tem prova pela cidade é possível encontrar uma invasão de gente de fora, em especial quem é do Nordeste. Mas saiba: a cidade vai ficar uma loucura. Principalmente se for prova de grandes tribunais.

18. São Paulo tem muito hotel. Por mais que haja um grande evento acontecendo por aqui, dificilmente você ficará sem quarto disponível. Pode ficar com hotel longe, mas sempre haverá hotel.

19. O Natal em São Paulo é lindo. Bom, depende do ano. Mas como amante de Natal, eu gosto em qualquer ano. O único problema é o trânsito, que fica ainda mais caótico nessa época. Não deixe de ir ao Parque do Ibirapuera, Avenida Paulista e as grandes avenidas iluminadas, cheias de luzinhas. Um espetáculo.

20. Já o Reveillón em São Paulo não é muito interessante. Exceto se você quiser se aventurar na Paulista (o que eu não aconselho – mais excesso de chatice do que qualquer outra coisa) ou em uma grande ceia em hotel (o que eu recomendo, mas prepare-se para deixar algumas centenas de reais).

 

Mais coisinhas para o casamento

Falei sobre a saga da renda preta, mas acabei não contando as outras coisinhas que achei.

A andança começou às 11h20, horário agendado para eu tirar meu passaporte (demorou para conseguir horário – marquei em dezembro para o dia 10/01), mas, lá, foi até que rápido. Fui até o Shopping Light, peguei uma micro fila, entreguei a documentação, tirei foto e volto daqui uns dias para retirar o passaporte. Próximo passo: visto.

No Shopping Light descobri um outlet da Mentha Pimenta. E olha que sapato mais fofo que tinha por lá (R$ 70,00).

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Mas não houve jeito! O único número que tinha (33) ficou muito apertado. E eles não tinham outro número. E olha que eu uso 34, mas tenho vários sapatos 33. Ah! E pra piorar alguns sapatos 34 da mesma marca não me serviram.

E já que eu estava por lá, vamos à 25. Além da renda preta e da fita de cetim (falei sobre isso aqui), fui à 25 para comprar os leques de madeira da Manu, lá do grupo de noivas. Ela é de Limeira e estava louca atrás dos leques e, já que eu estava por lá, por que não comprar para ela e enviar depois? Aliás, amanhã tenho que ir ao Correio.

Os leques foram comprados por R$ 1,20 na Karina Presentes (Barão de Duprat, 177). Mas acabei andando um poquinho e encontrando algumas coisinhas.

Para quem gosta de artesanato e scrapbook, na loja A Gaivota (Basílio Jafet, 130) tem muita coisa. Encontrei uns carimbinhos super bonitinhos com um cupcake… Olha só os testes…

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Comprei também carimbeira colorida (mas elas são pequenininhas) e arredondador de borda (mas ainda não me entendi direito com ele – fica meio falho!).

Comprei também uma fita turquesa de cetim e acessórios para o buquê (que já está quase pronto!).

Já estava indo embora, quando resolvi passar em uma loja que vende MDF (que eu não lembro o nome) na Abdo Schain. Encontrei ali letras em MDF, com uns 15 cm de altura, mais ou menos, mas só tinha a letra C. Segundo o vendedor, vai chegar mais no final do mês. Andando na mesma rua, dali poucos metros, encontrei um tiozinho vendendo uns enfeites para criança (tinha o nome da criança com um desenho) por R$ 15,00. Perguntei quando sairia só o nome. Ele disse que R$ 5,00. Resolvi fazer o teste. E achei que ficou bonitinho…

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Um pouquinho mais confiante, pedi as outras palavras e mais algumas letras.

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Confesso que não gostei muito das letras. Achei que elas ficaram muito tortas. Mas amei minhas palavrinhas. Mais uma coisa da lista para riscar. Ainda não sei o que vou fazer com as letrinhas tortas. Vou esperar mais um pouquinho para decidir…

As letrinhas tenho agora que aprender a revestir com tecido ou pintar. O mesmo vou fazer com o “&”, que já até sei como usar. Vamos ver se vai dar certo.